Potiguares conquistam medalhas no Brasileiro de Luta Olímpica
No último final de semana, o Brasileiro de Luta Olímpica definiu os campeões de 2013. Cerca de 200 atletas de 14 estados do país reuniram-se no ginásio de esportes do SESI Osasco, em São Paulo, para disputar medalhas nas categorias masculino e feminino. O Rio Grande do Norte conquistou a sua melhor participação na competição, com quatro medalhas, uma de prata e três de bronze. No total, a delegação norte-riograndense contou com 10 atletas.
No estilo Greco-romano, disputado apenas por homens, 68 atletas de 13 estados competiram pelo título das sete categorias de peso. A melhor colocação foi de Wagner Menezes, que levou na categoria 74kg, a medalha de prata após ser derrotado na final pelo mineiro Ângelo Moreira. Entre os atletas da categoria de 55kg, Alan Vieira ficou com o Bronze, assim como Silney Ricardo, no grupo com 84kg.
As mulheres também tiveram vez na competição. Samara Julia, no estilo livre feminino, trouxe um bronze após surpreender na categoria 48kg. Outros potiguares também conseguiram colocações entre quinto e sétimo lugar. O saldo da participação norte-riograndense, segundo o presidente da Federação Norte-Riograndense de Luta Olímpica, Carlos Alexandre Sobrinho. O estado ficou na terceira colocação geral na categoria estilo livre masculino, atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, e na sétima colocação geral em toda a competição.
“O aproveitamento foi muito bom. Foi a primeira vez de quase todos os atletas na modalidade em uma disputa de campeonato nacional e posso dizer que conseguimos muito mais do que o esperado. Outro fato importante é que todos os atletas medalhistas do nosso estado ganharam o direito ao Bolsa Atleta”, afirma o dirigente sobre o benefício oferecido pelo Governo Federal para estimular a participação de jovens atletas em esportes de alto rendimento. “Isso vai facilitar muito, pois agora poderão viajar sem necessitar da ajuda dos pais com as despesas e da Federação”, afirma.
Atualmente, existe cerca de 200 adolescentes, entre homens e mulheres, em idade escolar praticando a modalidade. Lutadores profissionais no Rio Grande do Norte, no entanto, sequer é suficiente para contar com os dedos de duas mãos. Sobrinho acredita que o ciúme de praticantes de outras modalidades e a pouca exposição midiática do esporte no Brasil, em especial no Rio Grande do Norte, são os maiores motivos para o número baixo de praticantes.
Apesar disso, Sobrinho garante que o esporte tem crescido no estado, não apenas em termos de praticamente, mas também em rendimento e a expectativa é que, para maio, no Campeonato Brasileiro da categoria Junior, no Rio de Janeiro, o estado possa vir a ter um desempenho ainda melhor. “O crescimento tem sido perfeito do estado com as participações nas competições e as medalhas. Acredito que deveremos ir com, pelo menos, 20 competidores para essa disputa. A Federação vai lutar para que possamos ir com uma delegação forte para o Rio”, garantiu o presidente.
Luta pelas Olímpiadas
Cena curiosa ao final da competição foi a reunião de atletas e dirigentes que posaram juntos para a foto segurando uma faixa com os dizeres em inglês “Save Olympic Wrestling”, em alusão à campanha mundial da comunidade da Luta Olímpica contra a indicação feita pelo COI para retirar a modalidade do programa olímpico, a partir dos Jogos de 2020.
A Luta Olímpica é o esporte mais antigo, de que se tem conhecimento, atrás apenas do atletismo. Ela é praticada ininterruptamente ao longo dos séculos de maneira competitiva. Foi introduzido nas antigas Olimpíadas em 708 AC. Pouco depois da data histórica do início dos Jogos Olímpicos, em 776 AC. A Luta Olímpica antecede, historicamente, os Jogos Olímpicos desta época. Existem desenhos de lutadores nas cavernas de Sumero-Akkadian, datados de 3.000 DC. No Egito, também existem estes tipos de desenhos, de 2.400 DC.
A campanha mundial para a permanência da Luta Olímpica entre os “core sports” nos Jogos Olímpicos recebeu, inclusive, um reforço de peso. Trata-se do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que em entrevista ao site internacional insidethegames.biz, declarou total apoio a modalidade. Durante a entrevista, Nuzman declarou: “Apesar de o Brasil não ser tão forte na Luta Olímpica, na minha opinião a modalidade deve permanecer no programa dos Jogos. A Luta Olímpica faz parte da história dos Jogos Olímpicos e eu sou a favor de sua permanência, essa é a minha esperança”, disse.
Pedro Gama Filho, Presidente da CBLA agradeceu o apoio de Nuzman. “Em nome da CBLA e de todos os wrestlers do Brasil e do mundo, agradeço o apoio vital do meu amigo Presidente Nuzman. Como um dos maiores nomes do Olimpismo mundial, o seu apoio faz a diferença, e vem a somar muito para a causa da Luta Olímpica”.
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