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Pra que base?

Data: 18 janeiro 2013 - Hora: 17:10 - Por: Gabriel Negreiros

Primeira coisa que eu tenho a dizer: ninguém é obrigado a forçar um jogador de base a atuar no time profissional. A qualidade vem em primeiro lugar. Mas me assusta ouvir de alguém ligado ao futebol afirmar claramente que jogadores da base do Rio Grande do Norte precisam se esforçar mais, correr mais, ser fora de série, para entrar em campo. A frase de João Paulo é emblemática. Ao dizer que quem desce do avião tem preferência ele deixar claro que o que vale mesmo no futebol potiguar é ser indicação do treinador. Moura, gerente de futebol do América, também disse uma frase que é chocante. Se o treinador depende de resultados para sobreviver no cargo, porque investir na base e pensar no clube se ele não pode vacilar no comando. E vacilar pode ser sinônimo de dar oportunidades às bases.

O fato é puro e simples: ABC e América já sofrem com o pouco investimento no futebol profissional, imaginem nas categorias de base. Foi o que também deixou claro o presidente do ABC, Rubens Guilherme, na entrevista de hoje publicada aqui mesmo nesta página.
Eu entendo que ABC e América disputam competições de alto nível, como a Série B e Copa do Nordeste. E para se manter é necessário trazer jogadores mais rodados, com bagagem. O que eu não entendo é como trazem tantos pernas de pau e insistem com eles e não dão oportunidade a um atleta de base.

O América, por exemplo, descobriu Bruno, na lateral esquerda. Mas só descobriu porque o titular se machucou e o reserva imediato também não estava em condição. Só tinha ele. E foi assim que ele mostrou que tinha capacidade de se manter no time. Edson, no ABC, nunca teve a sequência de jogos que o pesado Pedro Silva ou que o fraquíssimo Bosco sempre tiveram na lateral. Sabe quando Romarinho irá jogar pelo ABC? Apenas se Rodrigo Silva, Canga e Vanderlei, ao mesmo tempo, estiverem lesionados. Ou se for realmente fora de série. Aí já chegamos em outro departamento.

Pior ainda são os clubes do interior e até o Alecrim. Exceto pelo Palmeira de Goianinha ou Santa Cruz, que times têm trabalhado para construir sua base, para fomentar a prática esportiva na região, que tem garimpado bons atletas? Que ABC e América sejam importadores, tudo bem, mas os times do interior também?

UFC São Paulo

O potiguar Ronny Markes precisa perder apenas um quilo para bater limite da categoria. Vencer a balança significa para Ronny Markes ter perdido 22 quilos em pouco mais de dois meses de preparação na Nova União, no Rio de Janeiro. Afinal, vindo de um longo período de inatividade devido a mão quebrada na última luta (vitória sobre Aaron Simpson, em fevereiro de 2012), o lutador começou a treinar pesando quase 106 quilos. Por outro lado, depois de passar pela balança, é bem provável que Ronny Markes recupere quase todos os quilos perdidos. Afinal, na última luta dele, apesar de ter batido 84 quilos na pesagem, o potiguar entrou no octógono com, aproximadamente, 100 quilos. Ou seja: recuperou 15 quilos de um dia para o outro, só com o trabalho de hidratação e alimentação para a luta.

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