Preço da passagem aérea cai 21% no Brasil, apesar da Copa do Mundo

Recuo foi de 21,11%, devido à menor procura por viagens corporativas, à compra antecipada de passagens e à desaceleração da economia

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As passagens aéreas apresentaram recuo nos preços, pouco antes do início da Copa do Mundo, contrariando a expectativa de que o item pressionaria a inflação no meio deste ano por causa do evento esportivo. A queda na demanda por viagens de negócios, a compra antecipada das passagens por parte de consumidores e a própria desaceleração na economia contribuíram para que as tarifas ficassem mais baratas. O recuo foi de 21,11%, ajudando na desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O aumento na demanda de turistas foi compensado pela redução no fluxo de viagens de negócios, de acordo com o economista e sócio-diretor da Pezco Microanalysis, Cleveland Prates. Além disso, não são muitas pessoas que viajam. Na Copa das Confederações, 70% dos torcedores viviam em lugares distantes até 200 quilômetros do local dos jogos, segundo Prates. Em pesquisa recente, a Confederação Nacional do Comércio apurou que 74,4% dos brasileiros não viajariam durante a Copa e só 8,4% usariam transporte aéreo.

Teto – Como garantia de que não haveria cobranças abusivas, algumas companhias chegaram a anunciar o estabelecimento de um teto tarifário. As empresas Azul e Avianca informaram que nenhum bilhete custaria mais de 999 reais durante a competição. Mas não informaram agora como ficaram seus preços.

Em nota, a TAM informou que 60% das passagens aéreas domésticas comercializadas para o período da Copa do Mundo foram vendidas por preços abaixo de 200 reais. A companhia afirma ter remanejado a malha aérea para atender à alta concentração de procura por rotas que incluem as cidades-sede.

 

Fonte: Veja

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