Prefeitura terá 360 ônibus escolares, vans e táxis nas ruas para atender a população

A secretaria de Mobilidade Urbana planeja colocar nas ruas toda a frota de 360 ônibus escolares

Foto: Divulgação
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A Copa do Mundo começa em Natal (RN) com os rodoviários de braços cruzados. A categoria iniciou o movimento a 0h desta quinta-feira e afastou a possibilidade de aceitar o acordo proposto pelos empresários. Apenas 30% da frota dos ônibus municipais circulavam na capital pela manhã. Já a região metropolitana conta com o efetivo de 50% circulando. Por determinação do Tribunal Regional do Trabalho, a categoria deve manter a frota de 30% durante todo dia, mas no horário de pico (5h às 9h e 16h às 20h) a frota deve ser de 50%. Em caso de descumprimento, o TRT determinou que o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários deve pagar multa de R$ 100 mil.

Os trabalhadores dizem que o movimento não tem relação com o campeonato mundial de futebol. “Não tem nada a ver com a Copa. Nossa database é no dia 1º de maio. Estamos há 35 dias negociando com os empresários. A proposta oferecida por eles foi 100% reprovada. Sendo assim, a greve continua”, declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do RN (Sintro-RN), Nastagnan Batista.

Os funcionários decidiram em assembleia, às 10h de hoje, não aceitar a proposta de 5,82% de reajuste oferecido pelo Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Natal (Seturn). A categoria pede aumento salarial de 16%, aumento do vale-alimentação para R$ 450 e melhores condições de saúde e segurança.

Para tentar minimizar os impactos da greve para natalenses e turistas, a prefeitura colocará em atividade um “plano B”. A secretaria de Mobilidade Urbana planeja colocar nas ruas toda a frota de 360 ônibus escolares, convocar as vans que fazem o transporte opcional para fazer as linhas regulares e locar táxis para que atendam a população no esquema “lotação”. Essas medidas serão formalizadas por meio da publicação de uma portaria.

Ainda hoje o Tribunal Regional do Trabalho(TRT) deve decidir sobre o pedido de dissídio coletivo impetrado pelo empresários. Caso seja aprovada, a ação prevê que pelo menos 50% da frota voltará a circular na cidade em horário normal e, em horários de pico, 70% deve estar nas ruas.

Fonte: Terra

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