Prefeitura Municipal do Natal construirá 1,7 mil casas para famílias carentes

Obras de R$ 115 milhões já começarão em janeiro

Atualmente, Natal possui um déficit habitacional de 46.225.  Foto: Divulgação
Atualmente, Natal possui um déficit habitacional de 46.225. Foto: Divulgação

Roberto Campello
Roberto_campello1@yahoo.com.br

Daqui a 18 meses, o bairro dos Guarapes receberá oito empreendimentos, cada um com 224 apartamentos, totalizando 1.792 unidades habitacionais, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida, que deverá beneficiar mais de oito mil pessoas. Além dos 112 blocos habitacionais de quatro pavimentos, com quatro andares, o Complexo Habitacional contará com uma escola modelo, com doze salas de aula, uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com capacidade para até quatro equipes do PSF, um Centro Municipal de Educação Infantil para 360 alunos, um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), oito quadras esportivas, academias para exercícios físicos, centro comunitário e área comercial.

Na manhã de hoje (27), o prefeito Carlos Eduardo assinou contrato com a Caixa Econômica Federal para a construção dos oitos empreendimentos, que homenagearão personalidades que se destacaram em diversos segmentos: Humberto Nesi, José Prudêncio Sobrinho, João Bastos Santana, Noilde Ramalho, Elino Julião, Mestre Lucarino, Júlio Lira da Silva e Severino de Souza Marinho.

O secretário municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe), Homero Grec, explicou que o Complexo Habitacional é fruto de um estudo realizado pelas construtoras, analisado pela Secretaria de Habitação e aprovado pelo Ministério das Cidades. Grec conta que o projeto vem sendo discutido desde o mês de abril e foi aprovado no em novembro. A expectativa é que as obras sejam iniciadas a partir de janeiro. A obra está orçada em R$ 115 milhões, sendo R$ 109 milhões para as unidades habitacionais e R$ 6 milhões para os equipamentos.

“O caminho até o dia de hoje não foi fácil. Primeiro tivemos que enfrentar o ceticismo da população. O natalense não acreditava em política pública, pois em 2009 mais de 67 mil pessoas se inscreveram e apenas mil unidades foram construídas. Tivemos que enfrentar o descrédito do Ministério das Cidades, pois, no Minha Casa Minha Vida 1, o Ministério aportou uma meta de cinco mil habitações e Natal não conseguiu construir nenhuma. Agora, fomos rebaixados de meta e só podemos construir 3,7 mil habitações. Além disso, tivemos que vencer o desinteresse das construtoras”, afirmou o secretário Homero Grec.

Ao todo, serão cinco construtoras responsáveis pela execução dos oito empreendimentos: Marco Engenharia, Tecnart, Construtora Monte Neto, Zeta Engenharia e a Certa Engenharia. “Esse projeto vem dentro de uma nova concepção do que se entende como deve ser moradia. Um conceito amplo de habitabilidade. Não apenas a simples moradia, mas tem que estar presente a relação moradia, trabalho e vizinhança. Têm que estar presente os equipamentos públicos, por isso que esse complexo pode ser considerado uma mini cidade, em função de todos os equipamentos que estarão inseridos nele”, destacou o secretário Homero Grec. O complexo será construído em uma área de dez hectares, localizado no bairro dos Guarapes, zona Oeste de Natal.

O secretário Homero Grec disse que, é possível que, até 40% das unidades habitacionais, seja destinada para erradicação de assentamentos, como está sendo feito com Monte Celeste e Oito de Outubro, mas caberá ao Conselho Municipal de Habitação definir sobre esta questão. Hoje, há 74 assentamentos precários em Natal.

A Secretaria possui mais seis a oito projetos habitacionais em andamento. No entanto, segundo o secretário Homero Grec, o problema em relação a Natal hoje é meta do Minha Casa Minha Vida. No MCMV2, a meta estabelecida para Natal é de 3,7 mil habitações. Mil já foram construídas na administração passada e somada com as quase 1,8 habitações, resta pouco menos de mil habitações a serem contempladas. “O ministro Aguinaldo Silva se sensibilizou e ficou de atender o nosso pleito e aumentar a nossa meta”, afirmou.

O superintendente regional da Caixa, Roberto Sérgio, explicou que os beneficiários receberão os imóveis e pagarão apenas 5% da renda familiar por mês. Este valor deve variar de R$ 30 a no máximo R$ 80, durante dez anos, um subsidio superior de 95% do valor do imóvel.

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