Prefeitura de Extremoz quer que a greve da Educação seja considerada ilegal

Administração municipal entrou com uma ação contra a paralisação no município, que seguia em paralelo a outras greves da categoria no estado

Sede da Prefeitura de Extremoz. Foto:Divulgação
Sede da Prefeitura de Extremoz. Foto:Divulgação

A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, entrou com  uma ação contra a greve dos trabalhadores em Educação do município. O Diário Oficial da cidade trouxe a notícia nesta quarta-feira (19), dia em que os servidores realizaram um ato público junto a outros municípios que também se encontram em greve: Ceará-Mirim, São Gonçalo do Amarante, Pureza, Maxaranguape e Ielmo Marinho.

De acordo com a publicação, os professores têm até esta quinta-feira (20) para retornar às aulas, do contrário, terão seus pontos cortados a partir do dia 4 de fevereiro. A greve, que acontece em paralelo a outras paralisações da categoria em outros municípios, possui como principais pautas o cumprimento do pagamento do piso salarial para professores, por parte das prefeituras e do Governo do Estado, além de uma melhor estrutura nas escolas públicas.

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte-RN) Núcleo de Extremoz, a greve não é ilegal, pois não se cometeu nenhum abuso, sendo a paralisação um direito resguardado pela Constituição Federal. Assim, os trabalhadores em Educação realizarão assembleia no dia 20, às 8h, na Escola Municipal Franco Ribeiro em Extremoz. Na oportunidade, eles defenderão a continuidade da greve

Ato público em Ceará-Mirim

Além de Extremoz, outros núcleos do Sinte-RN estiveram presentes, nesta quarta-feira, no ato público em Ceará-Mirim, organizado pela Regional do Sindicato deste município. Durante a caminhada, os manifestantes apontaram que a ilegalidade está em manter estudantes em salas de aula sem ventilação adequada e obrigá-los a merendar no chão devido à falta de estrutura nas escolas públicas.

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