Prefeitura deve concluir escoramento do Canal do Baldo nesta sexta-feira

Secretário Tomaz Neto também espera que no mesmo dia o tráfego no entorno seja liberado

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Marcelo Lima

marcelolimanatal@hotmail.com

A laje do Canal do Baldo está praticamente toda escorada com os chamados pontaletes de ferro (vigas). E pelo o que se observa, a Prefeitura de Natal vai cumprir o prazo que deu para a conclusão desse processo: cinco dias úteis a contar da sexta-feira passada.

Na manhã desta quarta-feira (30), cinco trabalhadores faziam o serviço de escoramento do Canal, instalando duas fileiras de vigas de aço para apoiar a estrutura. Na quinta-feira passada (24), o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal, Tomaz Neto, disse que só precisaria de cinco dias para realizar o escoramento. Para tanto, a empresa voltaria ao canteiro de obras no dia seguinte (25). “Finalizando o escoramento na sexta-feira (02), a doutora Kátia já entrará em contato com a promotora do meio ambiente para liberar o tráfego”, disse o secretário. Kátia Bulhões é a procuradora responsável pela defesa da Prefeitura neste caso. Os trabalhadores não executarão o serviço durante o feriado de 1º de maio.

O serviço começou pela área localizada exatamente abaixo da avenida Marechal Deodoro da Fonseca. Esta é a parte mais deteriorada com grandes rachaduras, ferragem aparente e até retorcida. Na área que sustenta o trecho da avenida Rio Branco, a situação é aparentemente mesmo grave, apenas com o concreto com a superfície corroída.

Na semana passada, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (Semob) teve que interditar as avenidas Deodoro da Fonseca e Rio Branco exatamente nos trechos em que elas cruzam o canal do baldo. A medida foi tomada depois da notificação, ainda na quinta-feira santa, de uma decisão judicial que determinava a interrupção do fluxo na área, em função do risco de desabamento da estrutura.

A ação foi movido pela Promotora do Meio Ambiente Rossana Sudário e a decisão foi proferida pela juíza de primeira instância Francimar Araújo da Silva da vara da fazenda pública.

Inicialmente, a obra de recuperação do viaduto do Baldo foi orçada em R$ 1,79 milhão. Depois quando constatou-se necessidades de mudança no projeto executivo o engenheiro José Pereira apresentou um estudo no qual as adequações, como o reforço estrutural, iriam custar R$ 3,4 milhões. O valor muito maior que o inicial seria incompatível com o que estabelece a lei de licitações.

Portanto, a Semopi convocou o engenheiro projetista Hugo Mota que não viu a necessidade se fazer um reforço estrutural, mas recuperação. Diante das indicações desse novo engenheiro, a construtora BMD apresentou um orçamento muito menor que o do José Pereira, mas ainda assim, maior que o previsto inicialmente: R$ 2,22 milhões.

 

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