PMN decretará calamidade e fará monitoramento diário de área atingida

A área do acidente foi isolada e o trânsito segue interditado na avenida

Foto: Divulgação
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A Prefeitura de Natal informa que será publicado nesta segunda-feira (16) decreto de calamidade pública na cidade. Neste domingo (15), em contato telefônico com o prefeito Carlos Eduardo, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, colocou engenheiros da secretaria nacional de Defesa Civil para virem a Natal colaborar com os técnicos locais na solução do problema causado pelas chuvas no bairro de Mãe Luiza e na comunidade do Jacó.

Também neste domingo, um grupo técnico da UFRN formado pelos professores Ricardo Severo, Ricardo Amaral e Dulce Bentes esteve na área analisando a situação a pedido da Prefeitura. A sugestão deles é de que seja feito um monitoramento diário da área por um engenheiro da Prefeitura. A retirada do material que caiu sobre a avenida Silvio Pedroza também foi suspensa por sugestão dos técnicos, que consideraram temerário mexer naquele material que está servindo de contenção da encosta até que o terreno se estabilize.

A área do acidente foi isolada e o trânsito segue interditado na avenida.

Paralelamente, foi grande a adesão dos natalenses à campanha de donativos para ser distribuídos aos desabrigados. Milhares de pessoas doaram roupas, calçados, colchões, material de higiene pessoal, toalhas, fraldas, material de limpeza e alimentos que estão sendo distribuídos às famílias atingidas.

Quatro pontos de operação foram criados para atendimento direto e busca das soluções de emergência: rua Guanabara, Jacó, Planalto e Santarém. Esses pontos operarão com equipes da Prefeitura e dos parceiros que têm colaborado tanto na assistência social como nas soluções dos problemas de infraestrutura surgidos com as chuvas e irão se reportar diretamente ao gabinete de crise instalado no Palácio Felipe Camarão.

As medidas a serem adotadas pela Prefeitura a partir de agora são:

1. Apoiar socialmente a população local atingida.

2. Restabelecer os serviços de água e energia nos locais onde eles foram afetados.

3. Estabelecer uma equipe de engenheiros para monitorar a área de Mãe Luiza onde aconteceu o evento mais grave.

4. Notificar os síndicos dos dois prédios evacuados na praia de Areia Preta para que apresentem laudos técnicos sobre as condições de cada um deles, assinados pelos engenheiros que projetaram e executaram as obras.

5. Aguardar a evolução do processo de erosão que está se estabilizando naturalmente.

6. Trabalhar na execução de um projeto definitivo para a área de Mãe Luiza que restabeleça não só a via, mas também as casas atingidas.

 

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