Preocupante: Greve de professores na capital potiguar já ultrapassa 30 dias

Segundo Justina Eva, 68% das escolas estão em total funcionamento, contra 28% em atividade parcial e 4% em greve

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A paralisação dos professores na rede pública de ensino em Natal chegou ao 39º dia, sem perspectivas de negociação entre a categoria e o poder público. De acordo com Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN), mais 60% dos professores permanecem em greve, apesar de uma certa divisão de opiniões entre os profissionais da educação.

“Acreditamos que a Secretaria Municipal de Educação não esteja cumprindo a lei e vamos brigar por isso. Alguns dos professores e educadores infantis estão divergindo quanto a pauta de reivindicações, no que diz respeito à hora atividade, um dos nossos principais pleitos. Mesmo assim, temos mais 60% de profissionais que acreditam que é preciso mudança e devemos continuar em luta”, disse José Teixeira, membro da diretoria do Sinte.

Nesta segunda-feira (12) o sindicato realizará uma assembleia para reavaliar os pleitos, devendo voltar para a mobilização nas ruas a partir da terça-feira, 13 de maio. Na quarta-feira seguinte, o Sinte reunirá a categoria para uma nova assembleia geral. “Temos algumas proposições para apresentar aos professores e educadores infantis. A partir daí veremos o que será feito nos próximos dias”, disse Teixeira.

A reportagem d’O Jornal de Hoje entrou em contato com a secretária de Educação, Justina Iva, mas ela não quis se pronunciar sobre a paralisação dos professores. “Quero pedir desculpas, mas prefiro não me pronunciar mais. Não tenho nada a acrescentar. Ando tão triste com essa greve que acabaria dando declarações indevidas”, disse, em contato com a reportagem por telefone.

Apesar de não acrescentar informações sobre as tentativas de negociação com os professores por parte da Prefeitura, Justina Iva garantiu que a adesão à greve é baixa. Segundo ela, 68% das escolas estão em total funcionamento, contra 28% em atividade parcial e 4% em greve geral. “Apesar de ser uma adesão pequena, um único professor que falte atrapalha o andamento da unidade escolar”, afirmou.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação cobra cumprimento da lei que regulamenta o tempo de intervalo da dos educadores infantis e a implantação da hora-atividade de acordo com a Lei do Piso. A norma nacional estipula 1/3 da carga horária para atividade extraclasse e 2/3 em docência, a redução da carga horária de 20 horas para 13 horas em sala de aula ou a oficialização da carga horária de 24 horas, a concessão de intervalo aos educadores infantis e a unificação das cargas horárias.

Atualmente a carga horária dos educadores infantis é de 40 horas semanais, porém 10 horas são destinadas a atividades foram da sala de aula. Já os professores têm a carga horária de 20 horas semanais e estão com a carga aumentada para 24 horas, das quais 16 horas são cumpridas em sala de aula.

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