Presidente Dilma promete fazer maior rigor fiscal e monetário

Presidente muda tom na economia em resposta a críticas

Dilma Roussef, Presidente do Brasil. Foto:Divulgação
Dilma Roussef, Presidente do Brasil. Foto:Divulgação

Em Davos, a presidente Dilma Rousseff mudou o tom do discurso econômico do governo. Afirmou que fixará uma meta de superávit primário em 2014 suficiente para manter a dívida pública sob controle. No combate à inflação, endureceu o tom ao afirmar que buscaria atingir o centro da meta.

A fixação de uma meta de superávit menor do que 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) tem sido debatida no governo. Prevaleceu o entendimento de que seria melhor adotar uma meta menor, mas factível. Essa promessa foi feita pela presidente, ao dizer que em breve anunciaria a meta de superávit primário de 2014. Deverá ser uma meta em torno de 1,8% do PIB.

Dilma também demonstrou preocupação em fazer com que Estados e municípios também contribuam com sua parcela na meta de superávit primário _toda a economia do setor público para manter sua dívida sob controle. Em 2013, Estados e municípios não entregaram suas cotas.

O discurso de Dilma é importante porque houve uma nítida inflexão, uma maior satisfação às críticas que tem recebido. Na luta contra a inflação, o Banco Central não perseguiu o centro da meta (4,5% ao ano), mas uma taxa um pouco abaixo dos 6% ao ano. Prometer buscar o centro da meta reforça o aval ao processo de alta dos juros que o Banco Central vem adotando desde meados do ano passado.

Maior rigor fiscal e monetário é uma mensagem que os investidores internacionais gostariam de ouvir. Dilma deu esse recado.

A fim de suavizar a imagem de um governo intervencionista, Dilma convidou empresários a investir, prometeu reduzir a burocracia e reafirmou respeito aos contratos. Assim, a presidente completou um discurso feito sob medida para o Fórum Econômico Mundial. A presidente falou do poder do mercado de consumo do Brasil hoje, um país que está virando uma nação de classe média, mas destacou o convite para investimentos em infraestrutura. Esse seria um segundo passo para dar maior musculatura econômica ao Brasil.

A exemplo do discurso que fez na ONU (Organização das Nações Unidas) em setembro, quando criticou duramente a espionagem americana, a participação de Dilma em Davos servirá como peça de campanha na propaganda eleitoral.

Fonte:IG

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