Presidente Dilma: ‘se aeroporto virou rodoviária, não tem mal nisso’

Ao inaugurar as obras de ampliação do terminal 2 do aeroporto do Galeão, além do corredor BRT Transcarioca, ambos no Rio, presidente diz que hoje o brasileiro tem condição de viajar mais e com qualidade

A presidente Dilma Rousseff inaugurou na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, o Terminal 2 do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Galeão, na Ilha do Governador. Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff inaugurou na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, o Terminal 2 do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Galeão, na Ilha do Governador. Foto: Divulgação

A presidente da República, Dilma Rousseff, participou na manhã deste domingo da inauguração de duas importantes obras de mobilidade no Rio de Janeiro: o corredor BRT Transcarioca, que vai ligar a Barra da Tijuca ao Galeão, onde ela também conheceu a ampliação do terminal 2 do aeroporto internacional. Diante disso, em seu discurso, Dilma levantou uma polêmica da internet para saudar o que considera um crescimento econômico e de serviços por parte do povo brasileiro.

“Tem aquela história de que agora aeroporto virou rodoviária”, afirmou a presidente. “Pois nós transformamos o aeroporto numa grande rodoviária, não tem mal nenhum nisso. Mas com aeroporto de qualidade e o povo brasileiro merece isso”, completou ainda ao afirmar com orgulho que “todo mundo falava que aeroporto é transporte de elite. Era, nós passamos de 33 milhões para 113 milhões ao ano. Hoje todo mundo pode voar”.

Na cerimônia ocorrida na estação de Madureira do BRT Transcarioca, ao lado do também do prefeito Eduardo Paes e do governador Luiz Fernando Pezão, além do agora pré-candidato ao Senado pelo PMDB, Sérgio Cabral, Dilma Rousseff não poupou elogios ao sistema de transporte que ligará dois pontos distantes do Rio e que será utilizado já para os turistas que visitarão a capital fluminense na Copa.

“Se (os turistas da Copa do Mundo) quiserem conhecer o Rio e a qualidade do transporte público, a Transcarioca vai nos orgulhar. Isso é um orgulho para o nosso país. Temos o compromisso de mostrar que é possível fazer transporte público de massa”, afirmou a presidente diante de um mais do que sorridente Eduardo Paes. Ela viajou com seus aliados pelo trecho entre o Galeão e Madureira.

Por fim, a presidente, que ainda respondeu a algumas dezenas de manifestantes próximos ao local da cerimônia protestando contra o Mundial da Fifa, neste domingo, ao explicar que “diziam que a Copa do mundo não tinha legado nenhum. Todos os legados são do povo brasileiro. Nós não estamos fazendo aeroportos para a Copa, estamos fazendo para todos os brasileiros, que por um acaso vai ser usado na Copa do Mundo. O BRT temos o compromisso de fazê-la para todos os cariocas. Vamos pensar um pouco”.

Após inaugurar a obra do BRT, Dilma seguiu para Manguinhos, também no subúrbio do Rio, a fim entregar 546 casas populares construídas com recursos federais. A presidente retorna para Brasília às 18h.

Na parte da tarde ela não terá agenda oficial na capital fluminense – período em que deve se reunir com lideranças do PMDB e do próprio PT nas tratativas tendo em vista as eleições nacionais – a corrida eleitoral começa logo após a Copa do Mundo. Ou então, se vai se encontrar com os jogadores da Seleção Brasileira na Granja Comary.

Transcarioca

Num primeiro momento, o sistema do BRT Transcarioca funcionará das 10h às 15h, para que seja testado, entre a estação Tanque e o terminal Alvorada, na Barra. No futuro, a operação do trecho, vital para o deslocamento de passageiros e turistas, já para esta Copa do Mundo e, principalmente, para os Jogos Rio 2016, poderá ser estendido para 24 horas. A previsão é de que 320 mil passageiros sejam atendidos ao longo de 47 estações e 27 bairros.

A partir do dia 4 de junho, o BRT Transcarioca vai operar das 5h às 23h (Galeão-Alvorada), no esquema semidireto, ou seja, com uma parada na estação Vicente Carvalho, onde o usuário poderá migrar para a linha 2 do Metrô Rio.

Primeiro corredor expresso da capital fluminense no sentido transversal, ao custo de R$ 1,9 bilhão, ele reduzirá o tempo gasto entre a Barra e o aeroporto internacional em cerca de 60% – de acordo com a secretaria municipal de Transportes.

Com o serviço em prática e sendo corrigido aos poucos, em seu pleno funcionamento, poderá servir de baldeação ainda nos bairros de Madureira e Olaria (trens da Supervia), além de outros corredores do BRT, como a Transoeste (terminal Alvorada), com o futuro corredor da Transolímpica (Deodoro), e Transbrasil (terminal Fundão).

A ideia da Prefeitura, além de melhorar o tráfego de veículos nas regiões citadas, é reduzir a frota de ônibus em cerca de 500 coletivos, como citado pelo prefeito na manhã desta quinta-feira. Toda a operação do novo Transcarioca será monitorada pelo Centro de Controle Operacional – no seu ápice, ele terá 147 veículos.

Fonte: Terra

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