Presidente do PSDC defende nome de Robinson Faria para governador

Segundo ele, o atual vice-governador já demonstrou essa capacidade quando foi presidente da Assembleia Legislativa

O atual presidente do PSDC (Partido Social e Democrático Cristão), Joanilson de Paula Rêgo. Foto: Divulgação
O atual presidente do PSDC (Partido Social e Democrático Cristão), Joanilson de Paula Rêgo. Foto: Divulgação

Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

O atual presidente do PSDC (Partido Social e Democrático Cristão), Joanilson de Paula Rêgo, afirmou em entrevista aO Jornal de Hoje que existe uma necessidade que seja creditada  confiança na capacidade administrativa do vice-governador, Robinson Faria, do PSD. Segundo Joanilson, que é professor universitário, ex-presidente da OAB e ex-secretário de Estado, o atual vice-governador já demonstrou essa capacidade quando foi presidente da Assembleia Legislativa e geriu partidos políticos. Sobre o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD, Joanilson de Paula Rêgo afirmou: “A sua trajetória solitária pode agregar forças independentes que reunidas introduzem um grau de mudança necessária no executivo e na maneira de administrar, desde que ele consiga por em prática o plano b, que consiste em agregar forças até então periféricas ao Poder e não em desistência como foi erradamente interpretadas suas declarações. Sobre a crise que vive os governos, o presidente do PSDC diz existir uma falsa ideia que o Poder Oficial pode resolver problemas de grande amplitude que requer a participação do povo. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Por que os governos não conseguem administrar o Estado com tranquilidade e vivem uma crise permanente há anos?
JOANILSON DE PAULA RÊGO – Existe uma falsa ideia de que o Poder Oficial pode resolver problemas de grande amplitude que requer sobretudo a participação do povo. Não apenas da sociedade, entendida esta como conjunto de atores que influem no desenvolvimento econômico e social, mas exige principalmente a conscientização do povo que é usado apenas como massa de manobra e perpetua atitudes antidemocráticas de permanência de elites que não se revezam no exercício do Poder. Se para mudar é preciso adaptar-se e se o sistema político perpetua os mesmos vícios, impossível o governante, seja ele quem for, dirigir bem um carro superado, lento e enferrujado.
JH – Que modelo resolveria os problemas e retribuiria à população, pelo menos os serviços básicos e essenciais funcionando bem?
JPR – O modelo baseado em princípios e não em posturas cosméticas como foi essa minireforma eleitoral. Princípios de igualdade, isonomia, livre iniciativa, legítima concorrência e do mérito. Enfim, princípios e não casuísmos.

JH – O excesso de burocracia atrapalha também?
JPR – Este é o maior entrave detectado desde os tempos de Hélio Beltrão. Só que para substituir a burocracia ou a burrocracia, como queiram, só o princípio da confiança. Será que a cultura brasileira expira confiança recíproca entre mandantes e mandatários ou entre mandatários e mandantes? Essa perda de confiança decretou a perda de sentido na vida política. Já não há mais entusiasmo nem respeito. Relembro o que um professor me disse: dr. Joanilson, a maior remuneração que eu tinha era o respeito dos alunos e dos pais dos alunos que me faziam suportar o baixo salário. Hoje em dia melancolicamente isso desapareceu e eu transfiro para a atividade política a visão amargurada do professor.

JH – Que tipo de gestor o Estado brasileiro precisa?
JPR – Não precisa de demagogo, salvador da Pátria, empresário perverso. O Estado precisa de homens dignos e competentes com capacidade de pensar e criar alternativas, além do trivial. Vale lembrar Cortez Pereira, que acreditou na plantação de café no microclima da Serra do Martins, numa economia rural coletiva e cooperativada. Ele se preocupou com a dessertificação do Seridó e anteviu o aproveitamento do fruto do mar num Estado pequeno, mas de uma costa marítima grande. Cortez mobilizou as melhores mentes da universidade potiguar e aproximou as casas do saber as casas do fazer. Planejou, organizou, dirigiu e prestigiou os órgãos de controle. Enfim, precisamos de competência com visão social.

JH – Qual o maior desafio do próximo governador (a) do Estado?
JPR – Fazer a parte que lhe cabe no resgate da confiança, do respeito, da credibilidade ameaçadas em todos os setores da vida pública. Nos outros setores e nos outros Poderes há também uma necessidade de recuperação de prestígio.

JH – Que avaliação o senhor dos nomes citados para o Governo do Estado até agora?
JPR – São nomes que honram a classe política, cada qual com seu ponto positivo. A democracia é uma maneira inteligente de administrar essas diferenças. Há, contudo, uma necessidade de ser creditada uma confiança na capacidade política e administrativa de Robinson Faria, já demonstrada quando administrou a Assembleia Legislativa. A sua trajetória solitária pode agregar forças independentes que reunidas introduzem um grau de mudança necessária nos quadros do executivo e na maneira de administrar, desde que ele consiga por em prática o plano b, que consiste em agregar forças até então periféricas ao Poder, e não em desistência como foi erradamente interpretada suas declarações.

JH – O seu partido, o PSDC, participará ativamente da campanha eleitoral?
JPR – Participará sim. Até porque temos nomes em nossos quadros capazes até de ocupar espaços majoritários. Por que não a professora Eleika Bezerra? Ela renunciou ao salário de vereadora e exerce com eficiência o seu mandato. Poderá ser um nome que significa a mudança de estilo na prática política. A professora já mostrou como o PSDC encara o exercício da vida pública.

JH – O seu nome está posto para a disputa eleitoral deste ano?
JPR – Está a disposição do partido e de alianças renovadoras. No momento estou trabalhando a minha capacidade de aceitar as desigualdades na competição de forma correta e honrada.

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