A presidente no sufoco – Alex Medeiros

Editorial do Estadão   Nunca antes nos 3 anos, 7 meses e 18 dias de Dilma Rousseff no Planalto o…

Editorial do Estadão

 

Nunca antes nos 3 anos, 7 meses e 18 dias de Dilma Rousseff no Planalto o público tinha tido a oportunidade de ver o que subordinados da “gerentona” conhecem por humilhante experiência própria: a chefe à beira de um ataque de nervos.

Com a diferença de que, no seu gabinete, ela se sente literalmente em casa para descarregar a ira com as presumíveis dificuldades da equipe em captar o seu pensamento – o que, tendo em vista as peculiares circunvoluções de sua forma de expressão, se explica plenamente.

“Não há no inferno”, escreveu Shakespeare, “fúria comparável à de uma mulher rejeitada.” Ou de uma Dilma Rousseff contrariada – e sem poder pôr no devido lugar o responsável real ou imaginário pela afronta.

Foi o que a audiência do Jornal Nacional (JN) da segunda-feira descobriu ao acompanhar a entrevista dos apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta com a candidata à reeleição. Ela foi a terceira a ser arguida na série de sabatinas de 15 minutos com os principais aspirantes à Presidência, iniciada com o tucano Aécio Neves, a quem se seguiu o ex-governador Eduardo Campos, na véspera de sua trágica morte. (Quando a sua candidatura tiver sido formalizada, também Marina Silva será convidada).

Por ser presidente, Dilma teve o privilégio de receber os jornalistas na residência oficial do Alvorada, à frente de estantes de livros encadernados e cuidadosamente dispostos, sem sinal de manuseio, um cenário escolhido para denotar solenidade, elevação e a nobreza da função presidencial.

Nada que ver com o ambiente do JN, nos estúdios da Rede Globo, no Rio de Janeiro, em que os donos da situação, como Aécio e Campos sentiram na pele, são os âncoras do principal noticioso da TV brasileira, infundindo, nas suas perguntas, contundências e conhecimento de causa à altura dos seus implacáveis colegas britânicos – a referência mundial no gênero.

Mas logo na resposta ao primeiro disparo de Bonner sobre uma das duvidosas distinções do governo – as denúncias de casos de corrupção em sete ministérios – ficou claro o desamparo da presidente. Faltava-lhe o ponto no ouvido pelo qual o seu marqueteiro João Santana poderia conduzi-la, se não a terra firme, ao menos para longe do vórtice.

Pior ainda, faltava-lhe o conforto das gravações irrepreensivelmente produzidas que confeccionam uma imaginária Dilma estadista.

Com o misto de irritação e impaciência que denotaria durante toda a entrevista, ela desandou a juntar frases e mais frases que tinham em comum a extensão, a desconexão e a pretensão.

Para mostrar a superioridade ética, por exemplo, disse que os governos petistas não têm um “engavetador-geral da República”, como, segundo a oposição, teria sido o titular do Ministério Público Federal nos anos Fernando Henrique. E reivindicou, para “nós”, a criação da Controladoria-Geral da União.

Na realidade, Lula pouco mais fez do que mudar o nome do órgão fiscalizador do Executivo (Corregedoria-Geral da União) instituído pelo tucano em 2001 e fortalecido no ano seguinte com a absorção da Secretaria Federal de Controle, antes vinculada ao Ministério da Fazenda.

Em dado momento, tentando cortar o interminável palavrório da candidata, o entrevistador recebeu uma dose de Dilma em estado puro: “Então, continuando o que eu estava dizendo…”

Fez-se de desentendida quando Bonner lhe perguntou o que achava de o PT tratar como vítimas os companheiros condenados pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão. Pelo menos três vezes ela repetiu que, como presidente, “não julgo ações do Supremo”, por mais que o jornalista reiterasse que o objeto da pergunta era a conduta de seu partido, não o veredicto do Tribunal. A esta altura, Dilma parece prestes a explodir.

Quando o assunto passou a ser a economia, diante dos números amargos, de conhecimento público, sobre a inflação e o PIB, saiu-se com um “não sei da onde que estão (sic) seus dados”. O tempo do programa estourou depois de quatro perguntas apenas e Dilma precisou ser interrompida quando pedia “o voto dos telespectadores”.

Terminado o sufoco, a presidente tomou uma decisão prudente, embora apequenadora: cancelou a entrevista que daria em seguida à Globo News. (OESP)

Insegurança

O assalto seguido de sequestro do economista e senador suplente José Bezerra Junior e o assalto à promotora pública Rossana Sudário comprovam que não há mais ninguém imune à epidemia de violência no RN. Os bandidos logo invadirão nossos lares.

Quadrilhas

Quanto mais os grandes centros, como Rio e São Paulo, apertam o cerco contra o crime organizado, mais os bandidos em fuga vão se instalando nos estados de outras regiões, principalmente próximo aos presídios de segurança máxima, onde estão os chefes.

Crime político

Cabe a pergunta: as Forças Armadas desistiram do Brasil? Porque se não desistiram convém saber que há suspeitas, com indícios, de que agentes ideológicos de Cuba, Venezuela e Rússia já agem às claras nos pseudo movimentos sociais em todo o país.

William Bonner

O jornalista e âncora do Jornal Nacional postou às 6h da manhã de hoje no Twitter o seguinte: “Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos! Corruptos insatisfeitos! Blogueiros sujos insatisfeitos! Muito bom! Obrigado mesmo!”. Parabéns ao Bonner.

Blogueiros

O termo utilizado por William Bonner, “blogueiros sujos insatisfeitos”, é um tiro na testa dos MAVs do PT (a sigla significa Milícia de Ataques Virtuais), que diariamente agridem nas redes sociais quem não comunga na cartilha corrupta do partido.

Senado

A atitude de Marina Silva em não permitir mais que o PSB em São Paulo apoie o petista Eduardo Suplicy para o Senado precisa ser copiada no resto do país, principalmente no RN. Ter maioria de senadores é parte do projeto de tomada total dos poderes pelo PT.

Senado II

A prioridade do PT na atual campanha no RN é eleger Fátima Bezerra, seguindo uma orientação nacional para aumentar a bancada no Senado. Ao retirar o apoio a Suplicy, Marina Silva está tão somente lutando contra o projeto totalitário dos petistas.

Evangélicos

Por mais que o candidato Pastor Everaldo (PSC) seja um neófito na política, seu discurso no Jornal Nacional segue um padrão a ser seguido por todos os candidatos evangélicos, defendendo a família, a moral cristã e contra aborto e casamento gay.

Petrobras

Apesar de ignorada pelos analistas da imprensa, a proposta do Pastor Everaldo de privatização da Petrobras é a coisa mais séria e correta até agora na campanha. Foco de corrupção e antro de militância partidária, a Petrobras precisa sair da mão do Estado.

Guerra santa

A decapitação do jornalista americano por terroristas islâmicos era a imagem que precisava para alertar o Ocidente da matança contra cristãos (mais de 500 decapitados). Obama tem que retomar o projeto de guerra de George Bush e liberar o fogo de Israel.

Reação exemplar

A americana Clara Vondrich, de Nova York, não esperou para lamentar o prejuízo e agarrou o bandido “dimenor” que lhe roubou o celular. Segurou o delinquente e chamou a Polícia, mas foi criticada pelos hipócritas depois que a foto saiu no The New York Times. Eu acho que o único erro de Clara foi não ter dado uns tabefes no safado enquanto esperava os policiais.

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