Detentos de Alcaçuz também se negam a receber visitas íntimas na ‘quarta sexy’

Unidos contra o sistema, eles se negam a receber a companhia de suas companheiras

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Depois de fazerem greve de fome, assim como presos de outras sete penitenciárias do Rio Grande do Norte, detentos de três dos quatro pavilhões de Alcaçuz afirmaram que não irão mais aceitar visitas íntimas. A decisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (3).

Segundo informações da diretoria da penitenciária, apenas os presos do pavilhão 3 aceitaram receber as companheiras. “As visitas não estão suspensas. Os presos dos pavilhões 1, 2 e 3 que não quiseram receber as visitas. As mulheres dos presos do pavilhão 3 vieram normalmente e fizeram a visita”, informou uma nota. A Coordenadoria de Administração Penitenciária do Estado (Coape) destacou que isso só aconteceu em Alcaçuz.

Sobre a greve de fome dos detentos, que começou na última segunda-feira (1), a Coape informou que tudo continua da mesma forma e que ainda não recebeu nenhum pedido oficial dos presos. De acordo com um agente penitenciário de Alcaçuz, os detentos estão com um grande estoque de comidas. “A visita do final de semana, que deveria ter terminado às 12h, acabou apenas às 13h30, de tanta comida que tinha para nós analisarmos”.

Em uma carta divulgada pela advogada Magda Martins, que tem clientes nos presídios que estão promovendo a manifestação, são sete os pontos apresentados pelos detentos. O principal deles é a cobrança pela saída do diretor do Presídio Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz, Osvaldo Rossato Júnior. Os presos ainda pedem a liberação para o uso de aparelhos de televisão nas unidades onde não é permitido; fim de supostos atos de tortura; dois dias para visitas, sendo um dia para visita íntima e outra para visita social; fim das sanções coletivas; e facilitação para atendimento médico e odontológico. Também na carta, os detentos ameaçam transforma o sistema prisional do Estado em um verdadeiro “caos” caso não sejam atendidos.

A greve de fome ocorre nas seguintes unidades: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim; Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim; Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio, em Mossoró; e Cadeia Pública de Mossoró.

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