Professora perde o emprego após agredir aluno autista de 5 anos

Educadora teria ficado irritada após criança jogar celular dela pela janela; monitora que acompanhava estudante também foi demitida por omissão

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Uma professora de 33 anos foi demitida após agredir um aluno de 5 anos em uma escola de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Uma monitora responsável por acompanhar o estudante, que é autista, também perdeu o emprego por omissão. A informação foi confirmada pela diretora da Escola Prefeito João Domingos Fassarela, Márcia Helena, nesta quarta-feira (10).

Segundo a mãe da criança, Marilene José Damas, a agressão aconteceu no dia 22 de maio. “Ao buscá-lo na escola percebi que ele estava com hematomas e arranhões no pescoço. Como meu filho estava muito agitado, não procurei saber na hora o que havia acontecido”, disse a dona de casa.

Quando chegou em casa, Marilene ligou para a monitora responsável pelo menino e, após muita conversa, ela confirmou que o estudante havia sido agredido pela educadora. Na versão da monitora, a professora ficou irritada ao perceber que o aluno havia jogado o celular dela pela janela.

A mãe do garoto acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. No registro, a professora, que trabalhava na instituição há 3 anos, contou uma versão diferente. Ela contou que ao saber que o seu aparelho telefônico havia sido jogado para fora da sala pegou na mão do menino com o intuito de levá-lo até o local que o celular estava.

No meio do caminho, a criança teria se jogado contra o chão. Com isso, a suspeita se desequilibrou e caiu em cima dele. Logo depois, ele começou a se debater. Porém, a monitora contou à polícia que desde quando chegou à escola, há cerca de 40 dias, via a criança ser agredida constantemente.

No dia 22, após o caso do celular, a educadora teria arrastado o estudante até o parquinho. Ainda conforme a monitora, outros professores teriam visto mais agressões.

“Meu filho estava com essa professora desde o ano passado. Não sei quantas vezes ele foi agredido. Depois do dia 22, ele está mais agitado e quebra as coisas em casa. Para essa escola, ele não volta mais. Acho que ele foi torturado por essa professora”, disse a mãe.

A direção da escola acompanhou o registro do boletim de ocorrência e, em seguida, demitiu as profissionais. “A professora foi afastada por agressão e a monitora por omissão. Como a educadora era contratada, não será aberto um processo administrativo”, disse Márcia Helena.

Ainda de acordo com a diretora, nenhum outro caso de agressão foi levado ao conhecimento da diretoria enquanto a professora trabalhava na instituição. “Foi um caso isolado. Não sabíamos dessa situação.  A missão da escola é, além de ensinar, cuidar dos alunos”, explicou. Márcia Helena afirmou que a  Secretaria Municipal de Educação está ciente do caso.

A mãe da criança informou que vai levar a história ao conhecimento do Ministério Público. “Acredito que os professores têm que receber uma capacitação melhor e controle psicológico para trabalhar com alunos autistas”, finalizou.

 

Fonte: O Tempo

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