Programas – Túlio Lemos

O primeiro dia de programa eleitoral na TV mostrou superioridade técnica da campanha de Henrique. Plasticamente, na forma, o programa…

O primeiro dia de programa eleitoral na TV mostrou superioridade técnica da campanha de Henrique. Plasticamente, na forma, o programa do candidato do PMDB foi melhor do que o de Robinson. A apresentadora do programa de Robinson foi bem melhor em forma, conteúdo, beleza, simpatia e enquadramento do que a do de Henrique, que pecou pesado no enquadramento aberto para a apresentadora.

CONTEÚDO

Em relação ao conteúdo, tanto o de Henrique quanto o de Robinson, foram semelhantes. Contaram suas histórias. Robinson fez uma espécie de narrativa de sua vida em formato de entrevista. Cabelo assanhado e enquadramento muito fechado não ajudaram no visual. No conteúdo, o pai de Fábio foi bem.

CONTEÚDO II

Henrique contou sua história ilustrando-a com fotos antigas de sua vida, que apareceram em efeitos que embelezaram a tela. A velocidade acelerada atrapalhou um pouco a visualização. O ponto alto do programa foi a história de um casal que conseguiu uma residência do programa “Minha Casa, Minha Vida” e deve gratidão à Henrique. Cenas perfeitas e a narrativa do casal absolutamente natural passaram credibilidade ao fato apresentado.

SENADO

Wilma de Faria fez uma homenagem a Eduardo Campos em seu primeiro programa. Fátima contou sua história e abusou do uso de clipes musicais. Perdeu oportunidade de falar diretamente ao eleitor.

DEBATE

O primeiro debate entre os candidatos a governador foi marcado por alguns ataques entre os principais oponentes e tentativas feitas pelos demais candidatos de demarcar posicionamento diante do eleitorado. Robinson Faria e Henrique Alves, apesar dos pequenos ataques recebidos, conseguiram se salvar sem desgastes relevantes. Para os favoritos, sair de um debate sem ser nocauteado, já representa grande vitória.

ATIRADOR

O professor Robério Paulino foi o grande atirador do debate. Não poupou Henrique Alves pelo passado longevo de atividade parlamentar e participação em todos os governos; nem Robinson pelo apoio aos governos anteriores e a permanência no cargo de vice-governador. Robério errou o termo e disse que Robinson não havia pedido “demissão” do cargo de vice. Na verdade, vice é cargo eletivo, não comissionado. No geral, Robério se destacou.

DEFESA

Em alguns momentos do debate, Henrique foi atacado por ter respaldado os últimos governos, evidenciando o fato de que o RN continua um caos. Para responder, o candidato do PMDB selecionou entre os sete ex-governadores que o apóiam e só defendeu um: Garibaldi Filho.

DEFESA II

Nas demais oportunidades em que foi instigado a falar a respeito do passado, em todas Henrique só defendeu Garibaldi. Sua candidata ao Senado, Wilma de Faria, que governou o RN em dois mandatos, ficou sem defesa; Agripino Maia, que também está em seu palanque e foi duas vezes governador, também foi esquecido de defesa por Henrique. Os adversários passaram batido no esquecimento seletivo.

PASSADO

O candidato Araken Farias citou as gestões em que Robinson Faria apoiou ou fez parte. O candidato do PSD não conseguiu justificar seu respaldo no passado em relação às suas críticas no presente. Robinson precisa ter uma resposta mais consistente a respeito desse tema, que deverá novamente ser tratado em outros debates.

SEGURANÇA

Simone Dutra aproveitou uma participação de Henrique sobre Segurança Pública e abriu o verbo contra o candidato do PMDB. A sindicalista afirmou que Henrique não sente na pele nenhum problema de segurança; pelo simples fato de ter segurança particular e morar em condomínio com segurança privada. Henrique não desmentiu.

COMITÊ

Robinson Faria disse que a FIERN virou “comitê eleitoral do PMDB”. O beneficiário pelo ‘comitê, Henrique, silenciou sobre o assunto e não defendeu a FIERN.

RADICALISMO

O deputado Henrique Alves vem dizendo, desde o início da campanha, que acabou com o radicalismo, que radicalismo é coisa do passado e o povo quer ouvir propostas. Na prática, seu Twitter pessoal passou todo o debate batendo forte nos adversários, com críticas, ironias e acusações. Teoria é teoria; prática é outra coisa.

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