Projeto leva a arte do grafite para a comunidade do Paço da Pátria

Alunos do IFRN organizaram o Festival do Grafite na comunidade

“Antigamente o grafite era muito associado com marginalidade, mas hoje em dia isso mudou.  Em todo o mundo o  grafite é visto como arte e  aqui está sendo assim também” Marcelo Borges Artista. Foto: Wellington Rocha
“Antigamente o grafite era muito associado com marginalidade, mas hoje em dia isso mudou.
Em todo o mundo o
grafite é visto como arte e
aqui está sendo assim também”
Marcelo Borges
Artista. Foto: Wellington Rocha

Diego Hervani

diegohervani@gmail.com

Estudantes do 6º período do curso superior em Gestão Desportiva e de Lazer do IFRN do campus da Cidade Alta, em Natal, realizaram, neste sábado (22), o Festival do Grafite, na comunidade do Paço da Pátria. O evento teve como tema “A arte do grafite também é lazer”.

Durante todo o dia, grafiteiros pintaram o muro externo da Escola Municipal Professora Mareci Gomes com desenhos inspirados nas diversas atividades de lazer que existem no Paço da Pátria e também aproveitaram a oportunidade para difundir a ideia de que o grafite também é uma arte. “Esse evento também é uma forma de desmistificar o grafite. Mostrar que o grafite não tem nenhuma relação com a pichação. O grafite são ideias que são transformadas em desenhos artísticos”, destacou Felipe Cerino, coordenador do projeto.

Um dos mais empolgados com o projeto era o artista Marcelo Borges, que há 15 anos trabalha com grafite. “Essa é uma oportunidade muito boa para que os artistas possam mostrar o trabalho para a comunidade. Antigamente o grafite era muito associado com marginalidade, mas hoje em dia isso mudou. Em todo o mundo o grafite é visto como arte e aqui está sendo assim também”, frisou Marcelo, que durante todo o tempo em que esteve fazendo o seu desenho, que mostrava um homem pescando, ficou cercado por crianças e curiosos.

“Isso é muito gratificante para o artista. Já participei de vários projetos por todo o Estado e sempre tive uma recepção muito boa. Faço o grafite mais como um lazer mesmo, um hobby, já que ganhou fazendo outros tipos de pintura. Mas sempre que faço meus grafites aparece alguém querendo que eu pinte algum muro de casa ou faça algum desenho. É o reconhecimento de uma arte que por muito tempo não foi vista com bons olhos pelas pessoas”, destacou.

De acordo com Felipe Cerino, a intenção é de que a comunidade possa fazer seus próprios eventos. “O que nós mostramos é que toda comunidade pode ter esses eventos para mostrar o talento das pessoas da comunidade. Esperamos que daqui para frente a comunidade possa seguir com essas ações, pois muitos dos artistas que estão aqui são da própria comunidade”, explicou.

O jovem Leandro Silva, de apenas oito anos, se mostrou empolgado com os grafites. “É bem legal [o grafite]. Eu gosto de desenhar e gostaria de aprender também o grafite. Espero que “os grafiteiros” venham mais vezes aqui”. Além dos grafites, o evento também contou com a participação de MC’s e um grupo de Hip-Hop, todos da própria comunidade do Paço da Pátria. “Como disse, o evento é para mostrar o talento que a comunidade. Então também demos esse espaço para o pessoal que gosta de cantar, pois também é uma arte que ajuda muito o desenvolvimento dos jovens”, finalizou Felipe Cerino.

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