Projeto “Saúde na Escola” atende mais de 200 estudantes Conjunto Mirassol

O projeto “Saúde na Escola: uma parceria que dá certo” mobilizou na manhã desta sexta-feira (29) cerca de 200 estudantes…

Estudantes também receberam orientações sobre alimentação saudável. Foto: José Aldenir
Estudantes também receberam orientações sobre alimentação saudável. Foto: José Aldenir

O projeto “Saúde na Escola: uma parceria que dá certo” mobilizou na manhã desta sexta-feira (29) cerca de 200 estudantes e profissionais da escola Estadual Jorge Fernandes, em Mirassol, e comunidade em geral. A iniciativa, realizado pela quinta vez na escola, é da unidade básica de saúde do Conjunto Mirassol.

Cerca de 30 profissionais e estudantes voluntários da Universidade Potiguar (UNP) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) comandaram diversas ações de saúde. Muitas delas têm o objetivo educativo e preventivo. “A unidade básica de saúde não deve ser aquele lugar que você chega só doente, mas também se trabalha a prevenção”, conceituou a Márcia Maria Costa Barreto, diretora da unidade.

Em cada sala da escola, uma equipe diferente se instalou. Os participantes em geral e estudantes puderam ter orientação para alimentação saudável, conhecer a composição dos alimentos e a função de alguns nutrientes. O serviço de enfermagem entrou com a realização de testes rápidos de sífilis, glicose e hanseníase e vacinas.

Na odontologia, os futuros profissionais da área orientaram os participantes na forma correta de escovar os dentes e fizeram aplicação de flúor. Outra equipe cuidou de passar informações sobre o planejamento familiar. Além disso, também houve uma atividade coletiva com uma psicóloga.

O diretor da instituição de ensino, Harrison Arruda, também motiva a ação. Ele acredita que é sempre bom ter outros profissionais como condutores do conhecimento na escola. Além disso, a possibilidade fácil e rápida de acesso aos serviços também foi destacada pelo diretor. “Acho que primeiramente dá acesso aos alunos a esses serviços. Às vezes eles têm dificuldades, até mesmo diante do que se fala do sistema de saúde”, considerou Arruda.

Tal dificuldade é vivenciada pelo estudante Artur Antunes, de 15 anos, estudante da oitava série. Ele mora no bairro de Nova Descoberta e raramente vai à unidade de saúde até por desacreditar na qualidade e eficiência do serviço. “Tem um posto no meu bairro, mas é mesmo que nada. Você vai lá, tem que pegar uma ficha de quatro horas da madrugada e contar com a sorte para ver se tem médico”, contou o adolescente. Ele aproveitou na própria escola, os serviços de saúde bucal e aprovou a iniciativa. “Acho interessante porque tem palestras sobre o que está acontecendo no cotidiano, sobre sexualidade, drogas”, acrescentou.

O evento ocorre há seis anos sempre em uma escola do conjunto Mirassol. Além do Jorge Fernandes, a Escola Estadual Desembargador Floriano Cavalcanti também já foi beneficiado em uma ocasião.

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