Promessas tecnológicas para 2014 incluem relógios ‘supersmart’ e TVs flexíveis

Predizer o futuro é muito mais difícil que avaliar o que passou, mas você poderia acordar em 1º de janeiro de 2015 em um diferente mundo das maravilhas digital

Relógios espertos, como o Galaxy Gear, da Samsung (na foto, durante a feira IFA de Berlim), são tendência para o ano. Foto:Divulgação
Relógios espertos, como o Galaxy Gear, da Samsung (na foto, durante a feira IFA de Berlim), são tendência para o ano. Foto:Divulgação

Para a inovação tecnológica, 2013 foi um ano incrivelmente entediante. A Apple, frequentemente a fonte do “novo”, praticamente somente atualizou dispositivos familiares em com diferentes cores e telas mais nítidas. As redes sociais lutaram para ver quem tinha os melhores filtros digitais para fotos. E as start-ups do Vale do Silício ofereceram mais do “menos”, com reiterações de produtos existentes.

Mas 2014 promete.

Predizer o futuro é muito mais difícil que avaliar o que passou, mas você poderia acordar em 1º de janeiro de 2015 em um diferente mundo das maravilhas digital.

Não, você não vai estar deitado na cama enquanto seu robô humanoide ajuda com seu bacon e seus ovos e passeia com o cachorro –que também possivelmente é robótico, feito pelo Google. Isso fica para as previsões de 2035. Mas você pode acordar para um alerta de um relógio no seu pulso –não do smartphone no seu criado-mudo. No ano passado, vimos algumas tentativas de “smartwatches”, como o Pebble; neste ano, essas bugigangas podem se tornar muito mais interessantes.

“Relógios inteligentes, que se conectam a seu celular, vão criar toda uma nova categoria para a computação neste ano”, disse Sarah Rotman Epps, uma analista especializada em computadores vestíveis. Ela diz que o há muito esperado relógio da Apple, que acredita-se que será lançado em 2014, poderia mudar a maneira como lidamos com nossos pulsos, da mesma forma que a Apple transformou a indústria de celulares em 2007.

Os smartwatches permitirão que batamos os olhos em mensagens sem ter de puxar nossos celulares do bolso ou da bolsa. Eles tornarão mais fácil monitorar nossa saúde com sensores de batimento cardíaco e de movimento, gravando quanto nos exercitamos diariamente, ou quanto nós deixamos de nos exercitar.

De acordo com o Citigroup, a indústria de relógios global gerou US$ 60 bilhões em vendas em 2013. Muitas pesquisas estimam que o negócio de smartwatch gere bilhões a mais em faturamento para as empresas de tecnologia em 2014.

Seu celular de 2014 vai ser quase exatamente o mesmo que o que está no seu bolso hoje –apesar de um pouco maior e ligeiramente mais fino. Mas o software nele vai ser mais inteligente, por causa de sensores de localização melhorados. Em vez de ter de olhar para o celular todo o tempo, seu telefone começará a te avisar quando você precisa olhar.

O Foursquare, rede social que se baseia em localização, está à frente deste movimento de inovação. Seu aplicativo funciona por detrás da cortina para garimpar diferentes pedaços de informação –incluindo sua situação, a hora do dia e onde seus amigos têm estado– e, então, sugere o que fazer. “Parece que você está perto do Sightglass Coffee”, o aplicativo diz se caminho próximo a uma cafeteria pela manhã. “Seu amigo Dennis esteve aí e recomenda o capuccino.”

Agora, imagine que todos os seus aplicativos passem a fazer isso. O Twitter poderia dizer quando um evento noticioso acontece próximo a sua casa. O Facebook avisaria se seus amigos estão dizendo “parabéns” em alguma postagem –e se você também deveria fazê-lo. Seu celular poderia manter automaticamente mensagens de e-mail, SMS e chamadas escondidas enquanto você está jantando com a família, tudo detectando que os aparelhos de seu cônjuge e de seus filhos estão na sala de jantar no mesmo momento da noite.

O que dizer sobre o lar?

Até agora, as telas de TV vêm seguindo padrões no tamanho e também no formato –retangular. Apesar de isso não dever mudar em 2014, poderemos ver protótipos de coisas diferentes.

“Estamos trabalhando em telas flexíveis há mais de uma década e, neste último ano, finalmente chegamos a soluções”, disse Peter Bocko, chefe de tecnologia da Corning Glass Technologies, responsável pela tecnologia Gorilla Glass, em um momento de 2013. Isso significa que as telas poderiam se envolver em roupas que vestimos ou em pacotes que compramos.

Em nossas casas, essa tecnologia flexível poderia ser traduzida em telas semelhantes a papéis de parede, que poderiam ser fixadas a superfícies verticais.

Mas não fique assustado se você se sentar para tomar uma xícara de chá em frente a sua nova tela flexível e ouvir um zumbido vindo do lado de fora: é o provavelmente o drone de seu vizinho, inspecionando seu quintal para ver se a grama é mais verde que a dele.

Até agora, os drones –aeronaves não tripuladas– vêm sendo usados majoritariamente por hobbistas e fotógrafos, mas o órgão que regulamenta a aviação nos EUA, a FAA, deve emitir ainda neste mês algumas regras para expandir o uso comercial de drones.

Jonathan Downey, executivo-chefe de Airware, que faz drones, disse que, então, começaremos a ver pessoas usando esses veículos para uso na agropecuária ou para chegar a lugares que são perigosos para trabalhadores humanos. Inspeção de telhados, por exemplo, poderia ser realizada com sensores de imagem térmica em um drone.

Downey prevê que qualquer preocupação sobre privacidade em relação aos drones deve se dissipar com o tempo.

“Quando o GPS deixou de ser exclusividade do governo, as pessoas viram aquilo como algo que poderia ser usado para monitoramento deles, e eles disseram ‘não’, absolutamente”, disse. Apesar disso, agora todos temos GPS em carros e no smartphone. “Acho que veremos algo muito similar acontecendo com os drones.”

No ano passado, vimos a melhoria de impressoras 3D que podem criar objetos físicos de arquivos digitais. Em 2014, poderemos começar a ver esses dispositivos se tornando um objeto de casa, assim como impressoras de jato de tinta se tornaram norma no final dos anos 80.

Segundo o Gartner, a empresa de pesquisa, consumidores e companhias gastarão mais de US$ 600 milhões em produtos relacionados à tecnologia de impressão 3D neste ano.

Para que você vai usar isso? Talvez você faça sua própria capinha para o iPhone, em vez de comprá-las de lojas, vai imprimir um saleiro novo, ou baixar um projeto e imprimir uma nova peça para seu drone.

E, quem sabe, se você arranjar uma impressora 3D no próximo ano, talvez possa começar a baixar as peças para seu próprio robô humanoide que pode fazer seu café da manhã e passear com seu cachorro em 2015.

Fonte:UOL

Compartilhar: