Promotoria denuncia sete por ataque a ônibus que matou menina no Maranhão

O MP informou que o grupo organizou o atentado em uma reunião no próprio bairro Vila Sarney Filho e dividiram as tarefas entre os integrantes

O governo do Maranhão começou a transferir nesta segunda-feira (20) os primeiros presos do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para presídios federais de segurança máxima. Foto:Divulgação
O governo do Maranhão começou a transferir nesta segunda-feira (20) os primeiros presos do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para presídios federais de segurança máxima. Foto:Divulgação

O MP-MA (Ministério Público Estadual) denunciou por homicídio sete pessoas acusadas de incendiar um ônibus no bairro Vila Sarney Filho, em São José de Ribamar, na sexta-feira (3). No ataque, a menina Ana Clara Santos Souza, 6, saiu com 95% do corpo queimado e morreu dois dias depois. Outras quatro pessoas ficaram feridas no incêndio –duas ainda estão internadas.

Na noite do dia 3, quatro ônibus foram atacados, três deles incendiados, a mando de presos integrantes de facções criminosas que comandam o complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A ofensiva foi uma retaliação a uma operação da PM (Polícia Militar) dentro das unidades prisionais de Pedrinhas.

De acordo com a denúncia do MP, Jorge Henrique Amorim Santos (Dragão), Widerley Moraes (Paiakan), Hilton John Alves Araújo (Praguinha), apontado como coordenador do ataque, Giheliton de Jesus Santos Silva (Gil), Samuel Rodrigues Alves (Anel), Thallyson Vitor Santos Pinto e Larravadiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior (Júnior Black) também vão responder na Justiça por tentativa de homicídio contra as outras quatro pessoas que foram queimadas.

Foram vítimas do ataque Lohanny Beatriz Santos Costa, 1 ano e 5 meses, Juliane Carvalho Santos, 22, Abianci Silva dos Santos, 35, e Márcio Ronney da Cruz Nunes, 37. Juliane e Márcio continuam internados em hospitais especializados em queimados em Brasília e Goiás, respectivamente.

Segundo a promotora Geraulides Mendonça Castro, as lesões provocadas pelo fogo na menina Ana Clara causaram grande sofrimento à vítima e, mesmo assim, nenhum dos denunciados desistiu de consumar o crime ou minimizar o sofrimento da garota ou das outras vítimas.

“As cenas da câmera instalada no veículo são chocantes e demonstram a presença dos mesmos no local, totalmente indiferentes quanto às vítimas que padeciam cruelmente em meio ao fogo ardente, demonstrando um desvalor acentuado de suas condutas, com total ausência de limites”, escreveu na denúncia a promotora.

O MP informou que o grupo organizou o atentado em uma reunião no próprio bairro Vila Sarney Filho e dividiram as tarefas entre os integrantes.

“A ordem partiu de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, pela facção criminosa Bonde dos 40″, disse o MP, destacando que o ataque aconteceu logo depois da ordem dos presos e contou com a participação de quatro adolescentes.

Fonte:UOL

 

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