A propósito da eleição – Walter Gomes

O birô da coluna colheu e registra duas informações a respeito da campanha para presidente da República. A elas: Índices…

O birô da coluna colheu e registra duas informações a respeito da campanha para presidente da República.

A elas:

Índices de levantamentos de opinião sem registro na Corte Eleitoral, mas avalizados por políticos de responsabilidade, elevam a candidatura de Marina Silva. A representante do PSB equilibra o placar em Minas Gerais, base de apoio do tucano Aécio Neves. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, bate a petista Dilma Rousseff. No Norte e no Nordeste, a presidente recandidata continua soberana. No Centro-Oeste, exceção do Distrito Federal onde a maioria é pro-Marina, a senhora Rousseff está na frente.

Especialistas em análise de pesquisas sobre intenção de voto recomendam cautela. O novo cenário pode ser uma tendência ou o reflexo de um momento dramático causado pela morte de Eduardo Campos, de quem a senhora Silva herdou o lugar nobre na chapa. Nesse caso, a herdeira se beneficia da emoção “naturalmente esmorecida com o tempo”.

Pós-escrito: é importante divulgar o que o instituto MDA apurou. Em cada 100 entrevistados, 30,9% têm pouco interesse no pleito e 27,4% não dão a menor importância. Soma do imprevisível: 58,3%.

 

Fica mais fácil

Mateus, primeiro os teus.

A hereditariedade política não é registro exclusivo no Norte-Nordeste da República Surrealista dos Trópicos.

Propagou-se pelos grandes estados brasileiros – do Sudeste e do Sul.

O fato de maior realce nesta campanha ocorre no Rio de Janeiro.

Quatro filhos de estrelas fluminenses estão na lista de pretendentes à Câmara dos Deputados.

Dois têm experiência eleitoral:

1. Clarissa Garotinho (foto) está na Assembleia Legislativa. Seus pais – Rosinha e Anthony – foram governadores. Ele lidera as pesquisas para voltar ao Palácio Guanabara. A família integra o PR.

2. Rodrigo Maia (DEM) concorre à reeleição. Cesar, pai dele, foi deputado, prefeito da capital e, agora, é vereador em busca de promoção ao Senado.

Estreantes:

1. Marco Antônio, primogênito de Sérgio Cabral, ex-governador e ‘dono’ do PMDB regional.

2. Filipe Pereira, nascido do primeiro casamento de Everaldo, pastor evangélico em campanha para a Presidência da República sob a bandeira do PSC.

 

Leitura Dinâmica

– Registro da História do Brasil – a política e a social. Amanhã, 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas. Passadas seis décadas, o gaúcho – comandante de revolução vitoriosa, ditador e presidente eleito – ainda é referência de liderança nacional.

– Neste sábado, Aécio Neves participa de eventos da campanha eleitoral em Salvador (BA) e Iguatu (CE). O Nordeste é a região do país onde o social-democrata tem a menor densidade de eleitores.

– À parte seu lado circense e a cultura da prolixidade, Eduardo Suplicy (PT-SP) é político atuante, estudioso e honrado. Senador desde 1991, ele tem dificuldades para renovar o mandato. José Serra (PSDB) está na frente no quesito intenção de voto.

– Divertida a propaganda da chapa majoritária no Rio Grande do Norte. Mote: mudança. Dupla: Henrique Eduardo Alves (PMDB) para o governo; e Wilma de Faria (PSB), Senado.

– The Boston Consulting Group, empresa estadunidense, emite sinal de alerta ao Palácio do Planalto. Diz no estudo que a capacidade competitiva da indústria brasileira “sofreu reviravolta negativa na última década”. Na pátria amada, idolatrada, salve, salve, o custo de produzir é 23% mais elevado do que nos Estados Unidos.

– O Fisco Federal teve, em julho, a menor arrecadação desde o mesmo mês de 2010, último ano do governo Lula da Silva. Total: R$ 98,8 bilhões. O mercado aguarda malabarismos contábeis do Tesouro Nacional para fechar as contas de 2014.

– Bom fim de semana. Segunda-feira, Joaquim Pinheiro assina e edita a coluna. Até terça, dia do debate de presidenciáveis na rede Band de televisão.

– Para refletir: “Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada” (Otto Von Bismarck, político alemão).

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