Psol terá candidato a governador do Estado nas eleições deste ano

Partido deve lançar candidatura “de esquerda” ao lado de PSTU e PCB

Marcos: “Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso”. Foto: Divulgação
Marcos: “Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso”. Foto: Divulgação

Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

O Psol iniciou um processo de articulação interna para escolher o nome do partido que disputará o Governo do Estado nas eleições deste ano, segundo informa o vereador, Marcos Antonio, que ao lado do professor aposentado da UFRN e do IFRN, Lailson de Almeida integram a lista dos postulantes ao cargo atualmente ocupado pela governadora Rosalba Ciarlini, do DEM.

“Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso e posteriormente iniciar os entendimentos com integrantes do PSTU e PCB”, disse o pré-candidato Marcos Antonio, do Psol, acrescentando que o objetivo é a formação de uma frente de partidos de esquerda para se contrapor as forças políticas tradicionais que dominam o Estado há vários anos.

O vereador Marcos Antonio, que está no exercício do seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Natal entende que existe um fato novo na política do Rio Grande do Norte que segundo ele, é o despertar da população para uma possível mudança.

“Aí é onde entra a alternativa dos partidos de esquerda para conquistar o Poder e implantar um novo modelo de gestão pública voltado para o interesse da coletividade”, ressalta o vereador, acrescentando que “a candidatura do Psol é para romper o ciclo vicioso da política tradicional e estabelecer novos paradigmas na gestão pública, além de promover uma inversão de prioridades nos gastos do governo alocando a maioria dos recursos para os setores sociais da educação, saúde, reforma agrária, entre outros”.

MINIMIZAÇÃO E PRIORIDADES

O pré-candidato a governador do Psol, Marcos Antonio que precariedade que vive o Estado atualmente não é resultado apenas de um governo, mas de vários gestores que administrarão o Rio Grande do Norte invertendo prioridades, como por exemplo, destinando vultosas somas de recursos para propaganda e culto à personalidade, em vez de dar atenção especial a setores essenciais como saúde, educação, segurança.

“Os recursos existem, mas são gastos com propaganda, viagens, locação de serviços, telefone, aluguel de carros e até táxi aéreo, enquanto obras como a construção da UERN na Zona Norte estão paradas desde o governo de Wilma de Faria”, observa, considerando ser “inacreditável” que ainda se enfrente problemas se seca num Estado de grande potencial hídrico, mas onde o povo passa por necessidade por falta d´água.

DESAFIO
De acordo com o vereador Marcos Antonio, o desafio do próximo governante do Rio Grande do Norte é fazer uma reforma administrativa profunda e redirecionar recursos para setores prioritários como saúde e educação, instituindo, inclusive a Escola de Tempo Integral, começando com um projeto piloto e promovendo o direcionamento de recursos de 30 por cento do orçamento geral para a educação.

 

Pré-candidatos fazem críticas contundentes ao PT

Os postulantes do Psol ao Governo do Estado, vereador Marcos Antonio e professor Lailson de Almeira, fazem críticas contundentes a dirigentes petistas, principalmente a Dilma Rousseff, prevendo que a presidenta terá muita dificuldade para se reeleger nas eleições deste ano. Eles entendem que haverá segundo turno e os partidos oposicionistas se unirão para derrotá-la.

“O PT está sendo ufanista e fazendo uma leitura equivocada das pesquisas de opinião pública quando divulga os índices de aprovação da presidenta da República, mas omitem a rejeição dela, que segundo afirmam, é superior a 40 por cento”, observa o professor Lailson, lembrando também, que mais de 60 por cento da população não têm candidato a presidente da República, portanto, é uma eleição indefinida. “O PT não terá uma eleição fácil”, reitera Lailson de Almeida.

Ainda seguindo o raciocínio nas críticas ao PT, o vereador Marcos Antonio sugere que a sigla do PT – Partido dos Trabalhadores, deveria ser mudada para PFM – Partido de Fátima e Mineiro, já que no entendimento dos líderes do Psol, o PT é dominado pela deputada federal e pelo deputado estadual.

Afirmam ainda, que o Partido dos Trabalhadores perdeu o discurso da ética, do combate à corrupção, do discurso programático e adotou o discurso do Poder pelo Poder”, diz o professor Lailson de Almeida, acrescentando que o Psol não receberá apoios nessa eleição, mas declaração de votos. Também não aceitará financiamento e doação de empreiteiros para viabilização da sua campanha. (JP)

 

Cláudia Regina e Rosalba serão julgadas amanhã no TRE

A prefeita afastada de Mossoró, Cláudia Regina e a governadora Rosalba Ciarlini, ambas do DEM, vão novamente a julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por conduta vedada praticada durante as eleições de 2012, em Mossoró. O relator do processo é o juiz federal Eduardo Guimarães, o mesmo que já condenou Cláudia Regina em outros recursos votados no TRE.

Porém, se for confirmada a nova condenação, além da prefeita afastada ter que ver aprovado mais um efeito suspensivo (além do que já está pendente) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a governadora ainda correrá o risco de ser, novamente, condenada ao afastamento do Governo do Estado.

Isso, vale lembrar, já aconteceu, em dezembro do ano passado. A decisão, porém, acabou não tendo efeito prática, uma vez que o Tribunal Regional Eleitoral demorou levou dois dias para publicar o acórdão da decisão e, quando o fez, a defesa de Rosalba Ciarlini já havia conseguido um efeito suspensivo, evitando o cumprimento da medida – e a posse do vice-governador Robinson Faria, do PSD.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, o afastamento da governadora nesse processo foi consequência da condição de inelegibilidade dela por conduta vedada na eleição mossoroense que elegeu Cláudia Regina. Se a governadora não tem condição de ser candidata, ela também não poderia ocupar um cargo eletivo. E, assim, ela foi afastada.

No caso de Cláudia Regina, uma condenação, basicamente, dificultaria o retorno dela a Prefeitura de Mossoró. Condenada outras cinco vezes no TRE, a prefeita afastada conseguiu dois efeitos suspensivos e mais um aguarda julgamento da ministra do TSE Laurita Vaz (que está de férias e só volta em fevereiro). Sendo deferido por ela, essa ação cautelar anula as outras três condenações restantes.

No entanto, não evitaria a continuidade do afastamento dela resultante de uma nova, a sexta, condenação. Para isso, a defesa de Cláudia Regina teria que recorrer novamente ao TSE e tentar, mais uma vez, o deferimento de uma ação cautelar.

Compartilhar: