PT e PMDB discutem aliança, mas não chegam a nenhum acordo

Dessa forma, perde força a possibilidade da deputada Fátima Bezerra ser a candidata ao Senado da chapa do PMDB

Henrique Alves e Fátima Bezerra. Foto: Divulgação
Henrique Alves e Fátima Bezerra. Foto: Divulgação

Aliados no plano nacional, PMDB e PT têm estado distantes um do outro no Rio Grande do Norte. E o primeiro passo para essa aproximação foi dado nesta sexta-feira, na primeira reunião entre as duas siglas desde o início do Governo Rosalba Ciarlini (em 2011). Contudo, por se tratar de um primeiro contato, nada foi definido. Na realidade, petistas e peemedebistas comprovaram que continuam com entendimentos bem diferentes sobre as eleições de 2014.

Isso porque o PMDB vai lançar candidato ao Governo do Estado e pretende formar a maior aliança possível, unindo partidos como o PSB da ex-governadora Wilma de Faria, o DEM do senador José Agripino e o PSDB do ex-deputado federal Rogério Marinho, mesmo essas siglas tendo projetos nacionais diferentes. Para o PT, isso não pode acontecer. O partido quer reforçar o palanque da presidente da República Dilma Rousseff e, para isso, só permitirá num mesmo palanque os partidos da base aliada.

Dessa forma, perde força a possibilidade da deputada Fátima Bezerra ser a candidata ao Senado da chapa do PMDB. Até porque o PSB também almeija essa condição, e lançando o nome da ex-governadora Wilma de Faria, que não faz vetos ao DEM e ao PSDB. De qualquer forma, pelo menos, PT e PMDB discutiram seus pontos de vista e conversaram sobre o assunto pela primeira vez.

“Queremos repetir o palanque de Dilma e Temer, mas é preciso resolver essas pendências”, afirmou o deputado estadual Fernando Mineiro, do PT. “Nós também gostaríamos de estar com o PT no plano estadual. Mas ainda há uma discussão a ser feita entre os partidos e nossa ideia é fazer uma aliança mais ampla”, comentou o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, do PMDB.

FÁTIMA VS WILMA

Na manhã desta sexta-feira, o PT se reuniu com o presidente nacional do partido, o deputado estadual de São Paulo, Rui Falcão, para deliberar sobre a situação do partido. “Nós vamos ter o nome da companheira Fátima para o debate com os aliados dizendo o seguinte: ‘o PT tem força eleitoral, o PT tem militância, tem tempo de TV e tem uma candidata que defende os interesses do Estado no parlamento, e que tem um mandato que foi bastante apoiado pelo pessoal do Rio Grande do Norte’. Esse nome (de Fátima) vai para o debate. Nós não estamos levando um nome para os parceiros dizendo ‘nós queremos indicar um nome para o Governo do Estado’, embora nós tenhamos lideranças, como a da companheira Fátima e de outros nomes que nós temos, que poderiam liderar uma chapa para o governo do Estado. Então, é isso que nós colocaremos na mesa quando formos conversar com os aliados. Nós não fazemos imposições, mas não aceitamos nenhum tipo de submissão, nem menospreso as nossas lideranças e nossas propostas”, afirmou o presidente Rui Falcão.

Antes, porém, o presidente nacional do PMDB, o senador Valdir Raupp, também em visita à Natal, afirmou: “A informação que eu tenho é que o ‘problema está pegando na candidatura ao Senado. Wilma de Faria que deverá compor a chapa, pelo menos tem conversas bem adiantadas, e o PT também almeja a candidata ao Senado. E não tem como acomodar as duas siglas na chapa majoritária”.

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