Quadrilha invade casa de veraneio à noite e faz família refém

Foram realizadas diligências em toda a região praiana, sem sucesso

Felizmente, eles não agrediram ninguém, mas fugiram levando objetos de valor e um carro que estava na garagem. Foto: Divulgação
Felizmente, eles não agrediram ninguém, mas fugiram levando objetos de valor e um carro que estava na garagem. Foto: Divulgação

Uma policial rodoviária federal passou momento de terror com sua família ontem à noite, após a residência dela ter sido invadida por uma quadrilha armada, na praia de Pirangi, em Parnamirim. Os bandidos, cinco homens e uma mulher, chegaram ao local por volta das 21h40 e saíram cerca de meia hora depois, levando dinheiro, objetos pessoais e eletroeletrônicos, além do veículo da família, uma caminhonete 2011.

De acordo com o relato da policial rodoviária, os integrantes do bando criminoso invadiram o imóvel e após renderem todos que estavam no local, passaram a vasculhar tudo em busca de objetos e pertences de valor, como dinheiro e jóias. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, apesar disso, não houve relatos de violência física contra as vítimas.

“Assim que os bandidos foram embora, a dona da residência comunicou o assalto ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), que repassou o caso à Polícia Militar. Foram realizadas diligências em toda a região, sem sucesso. Felizmente, eles não agrediram ninguém, mas fugiram levando objetos de valor e um carro que estava na garagem da casa e que, até agora, não foi localizado”, explicou.

Araújo disse que as vítimas relataram ainda aos policiais militares que acreditavam que estavam sendo monitorados pelos bandidos momentos antes da invasão, já que eles aguardaram apenas a família entrar no imóvel para poder abordá-los e rendê-los, obrigando-os a entrar na casa e permanecerem quietos até que eles fossem embora levando o que queriam.

Conforme o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Jair Júnior, a residência da família atacada é situada em uma rua com pouca iluminação pública e baixa movimentação de pessoas, o que pode ter facilitado a ação da quadrilha criminosa. “Por causa disso, orientamos a todos que residem ou irão veranear em áreas assim que prestem a atenção em pessoas ou veículos estranhos circulando e liguem para o número 190, da Polícia Militar, sempre que observarem alguma atitude suspeita”, alertou.

Litoral Sul tem 150 policiais a mais

Após o arrastão ocorrido na casa da policial rodoviária federal, ontem à noite, a Polícia Militar informou que o efetivo militar do Litoral Sul recebeu um reforço extra de 150 homens para todo o período da Operação Verão 2014, que termina após o Carnaval, em março próximo. As praias de Pirangi do Norte e do Sul, Búzios, Tabatinga e Barreta receberam atenção maior, por causa da grande movimentação de veranistas e banhistas que visitam as áreas.

Segundo o coronel Araújo, o policiamento ostensivo em todo o litoral está sendo feito por militares em carros, motocicletas, quadriciclos, cavalos e também a pé, para que as pessoas possam aproveitar o período com mais segurança e tranquilidade. Apesar disso, ele afirmou que é impossível prever um assalto ou arrastão como o ocorrido ontem à noite.

“Iniciamos a distribuição dos policiais nas áreas litorâneas no sábado pela manhã, com 800 homens a mais para auxiliar o trabalho do efetivo já existente. Como são dois turnos diários, são 400 policiais a mais  em cada um deles, sendo 150 apenas no Litoral Sul, que é um dos pontos mais movimentados do Estado”, explicou Araújo.

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    • Aderbal Martins

      Polícia tem que está nas ruas. Providência correta, apesar de tardia! Fazer o quê!
      Estive em Salvador e a polícia a cada 100/150metros está presente, principalmente nos pontos de maior frequência de pessoas, dia e noite. Polícia nas ruas, é solução. Na minha rua, onde moro, só vejo um policial de 6 em 6 meses, assim mesmo, andando na viatura sozinho ou indo para casa descansar. Fora de serviço. É uma vergonha essa logística policial.