QUANDO EU VISTIA MEU TERNO DE CÔRO…

Papai do Céu tem umas dádiva qui nóis arrecebe sem mêrmo se dá conta qui tá arrecebendo! É mêrmo, minha…

Papai do Céu tem umas dádiva qui nóis arrecebe sem mêrmo se dá conta qui tá arrecebendo! É mêrmo, minha gente. Sumana passada. No “sábo cêdo”; pelas cinco da matina, peguei a muié, minha fia, minha neta Maria Fernanda e meu genro; e se mandemo in procura da premêra cidade qui me adotô cumo fíi, Boa Vista-PB, lá no meu tão amado quanto sufrido Cariry paraibano… Fui a cunvite do pesquisadô e meu paricêro curturá, Flávio Farias; idealizadô e baluarte do Projeto Boa Vista Conta História; para no Plenáro da Câmara Municipal de Boa Vista; participá do lançamento do documentáro QUANDO EU VISTIA MEU TERNO DE CÔRO… Êsse documentáro fala minunciosamente da vida e da lida duis vaquêro daquela região, onde tive o privilégio e a felicidade de sê levado ainda de “calça curta” (sem sê bermuda…), para sê criado e instruído p’rú meu cumpade Júlio Prêto, o professô mais catedrático dais coisa da vida, qui eu tive a felicidade de incontrá nessa incarnação… Quando êle chegô mode trabaiá cum papai lá na Fazenda Maiáda de Roça, êle tinha 22 ano de idade; e eu tinha onze… E o negão, professô dessa Universidade da Vida, do Campo e do Roçado; qui tinha meu pai biológico seu João Motta cumo reitô; me insinô absolutamente de TUUUUUDO da vida naquêle pedaço de chão da Terra Brazílis. A tirá leite, apartá ais vaca e uis bizerro; apartá gado, vaciná, ferrá, curá, bichêra, butá água in lombo de jumento, a rezá no amanhincê e no anoiticê, agradicendo a Jesus e a Nossa Sinhora prú mais um dia e mais uma noite bem drumida; infim num farto naaaaada! Tombém me insinô tudo o qui é de fulêrage da mulecada do mato, a brincá de currupio, de burrinca (João Galamastro), fazê cunzinhado in trempe, debaixo duis juazêro e imbuzêro, aguá o salão do forró de chão batido, a freqüenta ais canturia de viola, etc… Êsse negão, qui graças a Deus inda tá entre nóios; é um duis personage do documentáro, qui irá participá do Festiva in Portugal, no dia 29 de agosto próximo vindôro… Lá, incontrei quage todos uis vaquêro do meu tempo; participei da mesa duis trabáio, cumo Vice-Presidente da Comissão Norte-Riograndense de Folclore; decramei, toquei minha viola sertaneja; e ví cum imenso prazê e incuntida emoção; qui cada Vereador qui usava da palavra, falava nais minha fulêrage no Bar de Sebastião Lagoa… Foi uma noite de verdadêro INCANTAMENTO… Pelo camíin, visitei meus ôvinte do Programa do Riva Júnior, in Araruna-PB e in Santo Antôin do Sarto da Onça, onde tive uma recepção de Chefe de Estado, no Restaurante Continental, do seu Antonio Dutra, meu ôvinte de cartêrinha… Vortei no domingo adispôi do armôço, cchegando a tempo de incontrá meu já sodoso cunhado Adiel de Lima, ainda cum vida, na UTI do Natal Hospital Center. E por falar em Adiel; amanhã, domingo; é a MISSA DE SÉTIMO DIA dêle, na Igreja de São Sebastião, no Bairro do Alecrim, às 16:30 Hs. Obrigado SINHÔ, pelo evento do quá participei e pela fôrça qui táis dando a todos nóis, familiares de ADIEL; literalmente uma FIGURA FOLCLÓRICA, que a Cidade do Natal perdeu e muuuunnnnnto, cum a sua passage p’rú ôto lado da vida…

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