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Quatro são executados em final de semana sangrento em Natal

Data: 14 janeiro 2013 - Hora: 14:57 - Por: Portal JH

O final de semana foi violento na zona Norte, com quatro pessoas executadas e duas feridas a bala. Mais uma vez, a suspeita é que as vítimas tenham sido mortas por possível acerto de contas por envolvimento com o tráfico de drogas na Região Metropolitana de Natal. Duas delas foram atacadas pelos criminosos na frente de familiares e outras duas, nas proximidades de casa. Nenhum suspeito foi preso até o momento.

Maria José Alves Soares tinha 32 anos e estava dormindo, durante a madrugada de hoje, quando um homem identificado apenas pelo apelido de “Neném” invadiu sua residência e efetuou disparos contra a mulher. Os parentes da vítima, que estavam na mesma casa, ainda ouviram o barulho provocado pelo arrombamento da porta da frente do imóvel e dos tiros.

Após assassinar Maria José com um tiro no pescoço, o acusado fugiu tomando rumo ignorado. Aterrorizados, os familiares da vítima ligaram para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) e comunicaram o crime, que atraiu um grande número de curiosos ao imóvel onde ocorreu o homicídio.

A principal suspeita da Polícia é que a vítima estivesse envolvida com o tráfico de entorpecentes na região e que, por isso, estivesse devendo dinheiro aos criminosos locais. Abalados, os parentes de Maria José não falaram sobre o caso. O corpo da mulher foi periciado pelos peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN) e encaminhado para a sede do órgão, no bairro da Ribeira.

Ontem à tarde, Rogaciano Miguel dos Santos também teve sua residência invadida por um desconhecido, que chegou ao local em um táxi branco. Ele foi executado com vários disparos de arma de fogo na frente da família, que não soube informar quem poderia ter cometido o assassinato.A vítima tinha 33 anos e morava na comunidade conhecida como “Baixa da Coruja”, no bairro de Jardim Lola, em São Gonçalo do Amarante. Até o momento, a Polícia Militar ainda não tem nenhuma pista de quem possa ter cometido o crime ou o que motivou o fato, já que as pessoas que conheciam a vítima não informaram nada, com medo de represálias.

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