Do que se diz e o porquê

Neste último dia de 2013, alguns detalhes sobre a sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). O tema é rico de…

Neste último dia de 2013, alguns detalhes sobre a sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). O tema é rico de especulações e pobre de definições. Mas, essa situação faz parte do jogo teatral, cujo início ainda aguarda a presença de sua excelência a definição. Cabe a ela abrir a cortina para mostrar o palco no qual vai se desenvolver o roteiro.

Dito isso, uma observação a respeito do que ocorre nos bastidores e chega ao público em versões múltiplas. Sim, porque os repórteres se informam em várias fontes. Nem sempre, porém, revelam aos profissionais da mídia a realidade. Os jornalistas, aqui e ali, interpretam-na de acordo com o seu interesse, o do patrão ou por mera bisbilhotice.

No verão litorâneo, o empresário Fernando Bezerra (PMDB) acompanha o disse que disse a respeito das articulações dos que ensaiam candidaturas ao lugar ocupado pela senhora Ciarlini. O ex-ministro e ex-senador talvez seja um deles. Apresentará, entretanto, reivindicações ao seu partido e aos corresponsáveis pelo projeto do qual seria executor. Para participar do embate, depende, como se detecta, de um pacto que envolve grupos de tendências contraditórias.

Embora se amplie o volume das críticas dos cidadãos aos políticos, Robinson Faria, profissional da área, está em campanha para conquistar o poder estadual. Presidente-dono do PSD regional, o vice-governador é o senhor de sua candidatura. Mas, para fortalecê-la, depende de adesões que lhe são prometidas no embalo do vento.  Só apoiado por grupo de devotos, pode repetir o vexame de Carlos Eduardo Alves, em 2010. O prefeito de Natal era à época e continua a sê-lo proprietário do PDT estadual.

Wilma de Faria, sol e lua do PSB potiguar, articula como candidata a voltar ao “trono”. Em público, não afirma que postule o retorno ao governo. Está bem nas sondagens de opinião, tanto para reconquistar a governança ou eleger-se ao Senado. Se concorrer à Câmara, onde se destacou como constituinte – ao lado de Antônio Câmara e Ismael Wanderley -, Wilma disputa o recorde de votos com o deputado Henrique Eduardo Alves.

Pós-escrito: Rosalba, se não estivesse em queda vertiginosa conforme mostram as pesquisas, tentaria a reeleição. Como o cenário lhe é desfavorável, será apenas cabo-eleitoral. Apesar da decepcionante, ela ainda tem influência. E nenhum candidato dispensa ajuda de quem (ainda) dá as ordens.

Erro do sistema
Uma pauta nacional de urgência para 2014.

Dois itens:
1. Alteração do estatuto político, conspurcado porque o principal personagem é o dinheiro de origem suspeita;
2. Reforma da legislação punitiva – classista, racial e seletiva.
nnn
São propostas e comentários de Luís Roberto Barroso (foto), ministro novato da Suprema Corte.

- No Senado, o PMDB deverá repetir a maior bancada na legislatura a começar em fevereiro de 2015. Mas, só terá primazia na Câmara se superar a chapa do PT.
- Ariano Suassuna vai participar da elaboração dos programas de educação e cultura de Eduardo Campos. Aos 86 anos, o dramaturgo paraibano de prestígio internacional, revela que se sente “muito feliz com o trabalho a ser desenvolvido”.
- Marina Silva vai ao Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). Viaja dia 24.
- Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, Roberto Derziê assume, segunda semana de janeiro, a vice-presidência de Pessoa Jurídica. Geddel Vieira Lima (PMDB), o antecessor, deixou o cargo para concorrer ao governo da Bahia.
- Bem, ao final do terceiro ano de mandato da presidente da República, pode-se dizer que há propaganda oficial enganosa. Dilma Rousseff é uma gerente apenas razoável. E, como economista, bem menos do que a sucessora de Lula da Silva imagina.
- Unem-se PMDB e PSDB para extinguir o instituto da reeleição. O PT lidera o bloco que deseja manter a recondução de presidente da República, governadores e prefeitos.
- Em Pernambuco, a partir da segunda semana de janeiro, o PSDB passa a integrar a administração Eduardo Campos. Candidato ao Palácio do Planalto, o governador renuncia ao mandato dia 4 de abril, prazo final para ser elegível.
- Para refletir: “Jamais haverá ano-novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos” (Luís de Camões, poeta português).

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