Quem ousa se posicionar

Delfim Netto define-se sempre. Ministro poderoso à época da ditadura militar e deputado na remontagem da democracia brasileira, é político…

Delfim Netto define-se sempre. Ministro poderoso à época da ditadura militar e deputado na remontagem da democracia brasileira, é político liberal com toque do trabalhismo inglês – o fabianismo do século XIX.

Seguem 10 observações dele a respeito do momento da República Surrealista dos Trópicos:

1. Lula (da Silva) não será candidato neste ano.

2. No cenário que descortino, Dilma (Rousseff) se reelege no segundo turno.

3. Dois obstáculos contornáveis no caminho da Presidente: Copa do Mundo e Petrobras.

4. Não vejo futuro em Aécio (Neves).

5. Eduardo (Campos) é uma promessa, mas para 2018.

6. Primordialmente, a força da burguesia é exercida pela grande imprensa.

7. O povão que decide a eleição para presidente da República não lê jornal nem revista.

8. Ainda não é grande o acesso da massa às plataformas eletrônicas.

9. O Parlamento do Brasil tem pouca credibilidade.

10. Boto a mão no fogo por Dilma. Ela não se envolve em falcatruas.

Sucesso do clã

Filha de ex-governadores (*) do Rio de Janeiro amplia espaço no estado.

Clarissa (foto), ex-vereadora carioca e agora deputada estadual, ganhou a presidência do PR na capital.

Em outubro, deve conquistar, com grande votação, cadeira na Câmara Federal.

(*) A mãe, Rosinha, depois de passar pelo Executivo fluminense, é prefeita (reconduzida) de Campos de Goitacazes. Anthony, o pai, deputado no exercício do mandato em Brasília, reveza-se com o senador Marcelo Crivella (PRB), também evangélico, na liderança das intenções de voto para retornar ao Palácio Guanabara.

no ninho tucano

A estratégica (?) combinação na social-democracia.

Fica a cargo de Fernando Henrique Cardoso responder a Lula da Silva. Aécio Neves cuidará do contraponto a Dilma Rousseff.

Recandidato ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin resolveu tapar os ouvidos.

Nada fará ou dirá que possa prejudicar a continuidade do PSDB no poder estadual.

E lá se vão duas décadas de hospedagem no Palácio dos Bandeirantes.

cenário é outro

Sucessão presidencial no palco de Pernambuco.

A pesquisa tem a assinatura de empresa regional: Instituto Maurício de Nassau.

Fosse hoje a consulta às urnas, Eduardo Campos (PSB), duas vezes governador do estado, teria 38% dos votos.

Dilma Rousseff (PT), presidente em campanha para renovar o mandato, 35%.

O senador Aécio Neves (PSDB) ficaria na casa de um dígito: 3%.

No embate de 2010, a senhora Rousseff bateu, no primeiro turno, o segundo postulante colocado – Marina Silva, então filiada ao PV – por 1,8 milhão de votos. Na segunda fase, ganhou do tucano José Serra pela diferença de 2,3 milhões de sufrágios.

Eleitorado estadual com registro até janeiro de 2014: 6,5 milhões.

– O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) vai presidir a Comissão do Orçamento para 2015. A relatoria fica com o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

– Chega ao leitor o livro ‘1964 – O golpe’. Autor: Flávio Tavares. Jornalista de bom texto e de aguçada perspicácia, ele foi perseguido pela ditadura que o levou ao exílio.

– Amanhã, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

– Nascido em Martins (RN) e ator político no Amazonas, Alfredo Nascimento, presidente nacional do PR, troca a dificílima renovação do mandato de senador pela segura eleição de deputado federal.

– Isolda Cela (PROS) é a candidata preferencial da família Ferreira Gomes ao governo do Ceará. Ex-secretária estadual de Educação, ela é casada com o petista Veveu Coelho, prefeito de Sobral, capital da Zona Norte estadual.

– Bruno Dantas será ungido ministro do Tribunal de Contas da União. Vai ocupar a vaga de Valmir Campelo. Dantas, ex-consultor jurídico do Senado, é ligado ao PMDB do grupo José Sarney-Renan Calheiros.

– Para refletir: “O medo depende da imaginação; a covardia, do caráter” (Joseph Joubert, ensaísta francês).

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