Nadal torce para lesão nas costas não voltar e diz que domingo vai ao Maracanã

Espanhol, número 1 do mundo, será a principal atração do ATP 500 do Rio

Rafael Nadal concedeu nesta sexta-feira sua primeira entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Foto:Divulgação
Rafael Nadal concedeu nesta sexta-feira sua primeira entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Foto:Divulgação

Número 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal concedeu nesta sexta-feira sua primeira entrevista coletiva no Rio de Janeiro, onde na semana que vem irá disputar o ATP 500 da cidade, no Jockey Club.

Questionado algumas vezes sobre a lesão nas costas que o atrapalhou na final do Australian Open, há quase três semanas, na derrota para o suíço Stanislas Wawrinka, o espanhol reiterou que “não pode prever o futuro, mas que espera não voltar a sentir o problema”.

“Terei que fazer um esforço para voltar a ser competitivo” – afirmou.

Fã de futebol e torcedor do Real Madrid, Nadal disse ainda que vai ao Maracanã domingo para assistir ao clássico entre Vasco e Flamengo, pelo Campeonato Estadual do Rio, às 16h (de Brasília):

“Acho que terei a oportunidade de conhecer o Maracanã no domingo, numa partida especial. Estou muito contente com isso”.

Confira trechos da coletiva:

Problemas nas costas

Eu espero que minhas costas aguentem bem, sem dores, o torneio. Treinei bem para chegar aqui. Infelizmente não pude jogar em Buenos Aires, mas estou muito feliz por vir ao Rio e conhecer um lugar novo. O Brasil é um grande país, que tenho boas recordações e me proporciona boas vibrações.

Não sei se essas dores nas costas serão algo pontual. Mas eu não posso prever o futuro. Espero não voltar a ter esse problema justamente aqui no Rio.

Fim da carreira

Não sei até quando vou conseguir ser competitivo. Estou com 27 anos, comecei com 16. Me lesionei algumas vezes, até pelo meu estilo de jogo. Se eu parar hoje, terei tido 11 anos de carreira. E isso é muito tempo. Não sei dizer quando vou parar, mas hoje estou feliz com o que estou fazendo e estou motivado para jogar mais

Calor no Rio

Quando estamos expostos a condições extremas de calor, como aconteceu na Austrália, isso certamente não favorece o espetáculo e não é bom para o público. Mas todos nós somos profissionais e vamos dar nosso melhor independentemente das condições.

Lembranças sobre Guga

Eu joguei contra o Guga em 2002, na Espanha. Me lembro que, na época, ele estava retornando de lesão. Ele é uma referência e jogar contra um campeão foi um momento que eu nunca vou esquecer, foi uma experiência muito bonita. Ele é uma referência para os mais jovens.

Ter um cara como o Guga ajuda muito os jovens do país, pois eles veem que também podem chegar até onde ele chegou, que também podem conseguir.

Expectativas para o torneio

Minhas expectativas para o torneio são as mesmas que tenho para todos os que disputo. Quero me preparar bem. Não pude treinar por muito tempo após o Australian Open por conta das dores. Terei que fazer um esforço nesses próximos dias para estar competitivo e jogar em alto nível.

Olimpíadas de 2016

É complicado prever o que vai acontecer daqui a dois anos e meio. É muito tempo para um esporte tão duro. Mas claro que meu pensamento é disputar as Olimpíadas aqui no Rio. Não joguei em Londres (2012), e isso me motiva a disputar os Jogos de 2016. Tenho esse objetivo de ser competitivo até lá e participar do evento. Representar meu país em Pequim (2008) foi uma grande experiência. Quero sentir isso de novo.

Diferenças entre os títulos na Costa do sauípe (2005) e em São Paulo (2013)

Minhas conquistas aqui no Brasil foram um pouco diferentes. Em 2005, era apenas o início do meu sucesso. Foi um dos melhores anos da minha carreira. No ano passado, eu estava voltando da minha lesão no joelho. Mas ganhei em São Paulo e isso foi fundamental para eu adquirir confiança para o restante da temporada.

Fonte:IG

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