Randolfe Rodrigues: “Dilma, Aécio e Eduardo representam a continuidade do toma-lá-dá-cá”

Pré-candidato a presidente da República pelo Psol, encontra-se em Natal e participa de seminário sobre Reforma Agrária na Assembleia

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Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

O senador Randolfe Rodrigues, pré-candidato do Psol à presidência da República, afirmou na manhã de hoje em visita a ´O JORNAL DE HOJE, que votar em Dilma Rousseff, do PT, Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, é permitir a continuidade da política do “atraso, do subdesenvolvimento e do toma-lá-dá-cá” praticada há muito tempo no Pais. Para o senador do Amapá, que cumpre agenda de visitas a vários Estados da Federação, “o PT adaptou-se ao velho modelo e por issso o governo petista exauriu-se”. Disse também, que o governo prefere “se aliar com ladrões em vez de se aliar como o que há de melhor na política brasileira”, ressaltou, acrescentando: “o atual modelo de governar está com prazo de validade vencido e chegou o momento de realizar as mudanças que o povo brasileiro está querendo”. Entretanto, ele diz reconhecer que houve avanços no atual governo, que devem ser preservados, a exemplo do controle da inflação e melhoria no setor social.

Sobre a eleição deste ano para presidente da República o senador pré-candidato entende que o pleito será decidido no segundo turno, esperando ser um dos participantes, mesmo considerando ser ainda um desconhecido do povo brasileiro. “Estou confiante que irei para o segundo turno. Estou caminhando, aproveitando espaços generosos como este que me concede O JORNAL DE HOJE e utilizo as redes sociais para me tornar conhecido, ressalta o senador paraense, dizendo que no seu discurso de palanque vai dizer à população brasileira que o Pais precisa mudar a política econômica para produzir igualdade. “O Brasil só é menos desigual do que o Haiti. É preciso mudar a política-política e fazer uma revolução republicana e democrática com as pessoas participando da política e do governo”, disse ele, acrescentando: “precisamos criar outra governabilidade sem negócios. Vamos abrir um diálogo para que isso aconteça”, ressalta.

AUTOCRÍTICA

O senador Randolfe Rodrigues faz uma autocrítica do Congresso Nacional e particularmente do Senado. “O Congresso tem sido muito questionado e tem que olhar muito para o seu funcionamento”, disse ele, defendendo uma diminuição do mandato para 4 anos. O senador do Psol diz também ser contra o instituto da reeleição e defende que o suplente seja eleito pelo voto direto. Questionado sobre reforma política, ele diz que só acontecerá se for feita pelo povo, já que no Senado, jamais será aprovada. Randolfe Rodrigues mostra-se também contrário ao atual sistema de financiamento de campanha, porque segundo ele, “alimenta a corrupção”.

MAIOR DESAFIO

O senador do Psol diz que sua candidatura à presidência da República constitui-se no maior desafio da sua vida, mas entende que “ser presidente é destino”. Para ele, pode ter chegado a sua vez, já que no seu entendimento o sistema político e a forma de governar no Brasil estão em crise. “A sociedade não vê mais representação no modelo coronelístico do toma-lá-dá-cá”, daí a sua candidatura. “Estou oferecendo a minha candidatura como alternativa, já que as 3 postas representam a continuação do atual modelo. Só a nossa candidatura representa a ruptura do atual modelo”, oberva.

SEMINÁRIO

O senador Randolfe Rodrigues participa de um seminário logo mais à noite na Assembleia Legislativa, oportunidade em será discutido o tema “Reforma Agrária”. Ele já participou de seminários em Brasília, São Luiz, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Depois de Natal, retornará a Brasília e no próximo final de semana irá a Minas Gerais, Belém e Macapá. Nos seminários o senador pré-candidato à presidência da República está colhendo subsídios para formulação do seu plano de governo que será lançado em junho e apresentado ao povo brasileiro durante a campanha eleitoral.

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