“Raposas da política” não apareceram em despedida de Eduardo Campos

Críticas a Dilma e ao PT foram ouvidas em meio a homenagens que levaram 130 mil às ruas de Recife

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O velório e o enterro do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foram marcados por gestos políticos, externados na presença, ausência e na postura das mais de 130 mil pessoas que passaram pela Praça da República no domingo para despedir-se do presidenciável. Ele morreu semana passada em Santos (SP) junto com mais seis pessoas na queda de um jato de sua campanha ao Palácio do Planalto.

Já nas primeiras horas da manhã era possível ouvir gritos de “Eduardo, guerreiro do povo brasileiro”, palavras de ordem que dominam o imaginário do pernambucano desde a morte do avô de Campos, Miguel Arraes de Alencar. Passava das 10 horas quando se ouviu uma imensa vaia que, em seguida, se converteu em palmas. Era o desembarque do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, que chegaram minutos antes do início da missa campal e abraçaram os filhos e a esposa do ex-governador, Renata Campos.

Como a chegada do candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, ocorreu no meio da missa, nenhuma manifestação foi ouvida em sua subida ao altar onde estavam posicionados os caixões de Eduardo Campos, do fotógrafo Alexandre Severo e do jornalista Carlos Augusto Ramos Leal, o Carlos Percol. Durante a missa o ex-presidente Lula pegou no colo o pequeno Miguel, de apenas sete meses, que estava nos braços da viúva. Abraçou a filha mais velha de Campos, Maria Eduarda, e despediu-se logo ao final da missa junto com a presidenta Dilma, deixando o Palácio do Campo das Princesas sem dar declarações.

A ex-senadora e agora candidata a presidente do PSB, Marina Silva, chegou ao Recife ainda no sábado (16) e acompanhou a chegada dos restos mortais, o velório e o enterro. Ela e Renata Campos conversaram intensamente na noite em que a ex-senadora desembarcou na capital. Durante o velório cantaram juntas músicas religiosas.

A cerimônia foi marcada pela emoção e pela participação popular. Milhares de pernambucanos e nordestinos de outros estados acompanharam o cortejo – em carro do Corpo de Bombeiros – da sede do governo de Pernambuco até o cemitério de Santo Amaro, num percurso de apenas três quilômetros. A família de Campos e o governador de Pernambuco, João Lyra, além de amigos mais próximos fizeram o trajeto em vans e em cima do caminhão.

Antes do cortejo partir, parte dos presentes gritava: “Ô Dilma, pode esperar, que a sua hora vai chegar”, além de um “Fora, PT!” que dominou a multidão por alguns minutos.

 

 

Fonte: Congresso em Foco

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