Recheado de estrelas, time de máster do São Paulo vira caso policial

Ronaldão, Muller e Macedo eram algumas das estrelas do time máster

São-paulinos, entre eles Ronaldão, Muller, Macedo e Capitão, em um amistoso em Uberlândia, no ano de 2012. Foto: Divulgação
São-paulinos, entre eles Ronaldão, Muller, Macedo e Capitão, em um amistoso em Uberlândia, no ano de 2012. Foto: Divulgação

A aventura do São Paulo para ter um time de futebol máster só durou três jogos e foi parar na delegacia. Tudo porque Marcio Granada, autorizado pelo Tricolor a comercializar as partidas, é acusado de dar um calote de R$ 100 mil no escrevente Estevão Refondini.

“Eu adiantei esse dinheiro com a promessa de que ficaria com R$ 10 mil por amistoso e mais metade da renda. Só que o time jogou três vezes e não recebi nada. Aí, registrei B.O. contra o Marcio e citei o São Paulo”, revela Estevão.

“É importante dizer que só entrei no negócio porque o Marcio tinha uma carta do São Paulo, assinada pelo Themistocles Almeida Junior (diretor de futebol social do Tricolor), o autorizando a fazer os amistosos. Isso, para mim, foi uma sinalização de que o Marcio era sério. Mas o tempo provou que não”.

Procurado pela reportagem, Themistocles não quis se pronunciar.

O São Paulo atuou em Uberlândia, Limeira e Boituva, sempre no ano de 2012. Ronaldão, Muller e Macedo eram algumas das estrelas do time máster. “Acontece que não teve público nos jogos. Por isso, não repassei o dinheiro”, explica Marcio. “Mas posso garantir que, com o São Paulo, tudo foi cumprido. Inclusive os cachês dos jogadores”, defende-se.

Ronaldão admitiu ter participado do jogo em Uberlândia e confirmou que recebeu o cachê acertado anteriormente.

Filme repetido
O Santos também teve problemas com Marcio Granada, que é dono da Granada Eventos. O clube está cobrando na Justiça R$ 176 mil por um amistoso organizado pelo empresário na cidade de Piracicaba, em 2010.

Culpa da penhora
Segundo Marcio, o Santos não recebeu metade da renda do amistoso, conforme prometido, porque um oficial de Justiça penhorou o dinheiro, em razão de uma dívida do XV de Piracicaba, contra quem o Peixe disputou o jogo. “Só deu para pagar R$ 60 mil, que haviam sido antecipados antes do intervalo”

Fonte: IG

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