RECIPROCIDADE – Túlio Lemos

O prefeito Carlos Eduardo elogiou o empenho do deputado Henrique Alves na liberação de verbas federais para a construção do…

O prefeito Carlos Eduardo elogiou o empenho do deputado Henrique Alves na liberação de verbas federais para a construção do complexo viário no entorno da Arena das Dunas. Com pose de candidato, Henrique pegou o microfone e retribuiu os elogios do primo prefeito.

BRAVATA

Durante o discurso de Henrique, para não perder o costume, o gêmeo de Ana Catarina narrou uma ‘ameaça’ que havia feito a um burocrata do Governo Federal. Henrique disse que, se o dinheiro não fosse liberado, ele daria uma entrevista que iria ter repercussão em todo o Brasil. Bravatas inconsistentes e desnecessárias. O homem se sente o próprio presidente da República.

ELOGIOS

Quem viu a cena de amor recíproco entre os primos Carlos Eduardo e Henrique Alves, ontem, durante a inauguração dos túneis, nem imagina que há pouco mais de um ano, os dois estava trocando farpas durante a campanha eleitoral. Naquela época, Henrique queria a inelegibilidade de Carlos Eduardo e o então candidato batia forte no PMDB. Os tempos mudam.

SINALIZAÇÃO

Os túneis que foram entregues ontem pelo prefeito Carlos Eduardo, ainda estão sem sinalização. Não há justificativa para a SEMOB não ter posto nenhuma placa no local. O gestor inaugura uma obra de R$ 200 milhões e sua secretária de mobilidade não tem competência para sinalizar a área.

TRÂNSITO

Por falar em SEMOB, apesar de toda a área no entorno da Arena das Dunas ainda não contar com sinalização, mesmo assim a secretaria não colocou nenhum amarelinho para orientar os motoristas.

MULETA

Um Wilmista anda meio incomodado com o fato de Henrique está usando Wilma de Faria como sua muleta eleitoral. Segundo ele, ao invés de Wilma puxar Henrique para cima, está ocorrendo o um efeito já esperado, de que Henrique estaria puxado Wilma para baixo. Até em pesquisa, a turma pró-Henrique tenta vincular a chapa casada, com o objetivo de utilizar a muleta eleitoral.

MULETA II

O problema de Henrique usar Wilma como sua muleta eleitoral é quando a campanha começar e os escândalos da Guerreira forem exumados. No último pleito em Natal, Carlos Eduardo determinou que Wilma não fosse mais usada na propaganda eleitoral. Motivo: Desgaste da imagem estava tirando mais votos do que atraindo.

ADESÃO

A deputada Gesane Marinho tinha razão pela insatisfação em relação ao fato de que seu partido, o PSD, não havia formalizado aliança com o PT para a chapa proporcional. Até aí, a desistência da tentativa de reeleição também encontrava amparo. O que fez Gesane perder totalmente o crédito e abri o flanco para as insinuações ou afirmações foi sua adesão imediata a candidatura de Henrique. Caso mantivesse somente a desistência, teria mais adiante, motivos para anunciar apoio a outro candidato. Como a adesão foi no mesmo dia da desistência, fica claro que tudo foi articulado em nome da candidatura majoritária.

VEREADORES

A coluna recebeu e-mail de André Cassiano: “Caro Túlio Lemos, porquê eu não fiquei surpreso com a reportagem da página 4, do JH desta segunda-feira (09/06/2014), de que a “maioria da Câmara Municipal decide votar em Henrique Alves”. Será que eu deveria ficar? Em se tratando de um poder de convencimento inquestionável do pré-candidato Henrique, que assim que se declarou pré-candidato já computava quase todos os partidos do RN lhe apoiando, sem sequer apresentar um projeto de governo, em nenhuma área, apenas com o discurso genérico de apontamentos de problemas que é de conhecimento de todos. É, poder de convencimento sobre políticos tá provado que Henrique tem. E sobre o povo? A minha animação para essa eleição é tão grande quanto assistir um filme da sessão da tarde da rede plim plim”.

NUVEM

A coluna recebeu e-mail de um prestador de serviço que prefere não ser identificado: “O prefeito Carlos Eduardo, cuja fama é de ser legalista ao extremo, tem uma nuvem negra começando a se formar em sua cabeça…Segundo fatos e relatos que rondam a cidade, documentos comprometedores já circulam nos bastidores de gabinetes jurídicos…As chamas que ameaçam queimar a sua gestão estariam sendo provocadas dentro da própria administração, desde os primeiros meses de governo”.

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