Reconstituição volta a desmentir versão de Oscar Pistorius

O julgamento do atleta está previsto para acontecer até o dia 20 de março, mas pode ser prorrogado a pedido das partes para avaliações dos depoimentos.

Oscar Pistorius teve sua versão de que colocou as próteses desmentida por coronel que fez a reconstituição dos fatos. Foto:Divulgação
Oscar Pistorius teve sua versão de que colocou as próteses desmentida por coronel que fez a reconstituição dos fatos. Foto:Divulgação

Depois de ter a sua versão desmentida pela primeira testemunha do julgamento – uma vizinha que relatou ter ouvido gritos de uma mulher antes do disparo dos tiros -, na segunda feira da semana passada, Oscar Pistorius voltou a ser confrontado nesta quarta-feira, oitavo dia de julgamento na Suprema Corte de Pretória, na África do Sul. Desta vez, o coronel Johannes Vermeulen fez a reconstituição do momento em que o paratleta arrombou a porta do toalete, depois de ter alvejado sua namorada, e constatou que ele estava sem as suas próteses.

Isto contradiz a versão de Pistorius, que alega ter ido à varanda para gritar por ajuda antes de arrombar a porta do banheiro com um taco de críquete. “As marcas na porta são, na verdade, consistentes com uma situação em que ele esteja sem suas pernas, e eu suspeito que as marcas sejam similares à altura que ele estava quando ele disparou a arma”, declarou o coronel, também afirmando que ele deu os tiros quando estava sem as próteses.

Oscar Pistorius alvejou a sua namorada, a modela Reeva Steenkamp, em fevereiro do ano passado, mas diz ter se tratado de um engano. Segundo Pistorius, ele acordou nas primeiras horas do Dia dos Namorados para pegar um ventilador, quando ouviu um barulho no banheiro. Sentindo-se inseguro por estar sem suas próteses, o velocista pegou a pistola 9mm que guardava na cabeceira da cama e atirou quatro vezes através da porta.

Só depois disso ele percebeu que Reeva não estava na cama e poderia ter sido atingida por engano. Ele, então, teria gritado por ajuda antes de colocar as próteses, arrombar a porta e levar a modelo até a parte inferior da casa, onde ela morreu antes da chegada dos médicos.

No entanto, na reconstituição desta quarta-feira, que contou com uma réplica do toalete em que Reeva Steenkamp foi assassinada, Vermeulen provou que não conseguia reconstituir as marcas do taco em pé. Com o mesmo ângulo, era preciso ter 1,53m, altura similar à de Pistorius sem as próteses – ele consegue andar mesmo nessas condições. Isto volta a contradizer a versão do sul-africano, que já havia sido confrontada quando Michelle Burger, vizinha do paratleta e primeira testemunha do julgamento, revelou ter ouvido gritos de uma mulher antes do disparo.

O julgamento do atleta está previsto para acontecer até o dia 20 de março, mas pode ser prorrogado a pedido das partes para avaliações dos depoimentos. Caso seja considerado culpado, Oscar Pistorius pode pegar de 15 anos à prisão perpétua, com direito a solicitação de liberdade condicional depois de 25 anos de cumprimento pena.

Fonte:Terra

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