Recuperação da malha viária começa, mas população não acredita em solução definitiva

Trecho da Av. Nascimento de Castro, em Lagoa Nova, é uma das vias contempladas pela Operação, que deve durar 200 dias. Foto: Jose Aldenir
Começaram hoje as obras de recuperação da malha viária de Natal com o propósito de melhoras as vias de acesso para motoristas de que transitam pela capital potiguar. A recuperação envolverá inicialmente a Operação Tapa-Buraco e a partir da próxima quinta-feira (10), as obras de recapeamento de inúmeras ruas e avenidas da cidade.
As obras serão realizadas nas quatro zonas administrativas de Natal e inicialmente, estão sendo reparados os danos no asfalto e paralelepípedos, com a Operação Tapa-Buracos. As primeiras vias a serem contempladas foram as avenidas Salgado Filho e Hermes da Fonseca, entre os bairros de Lagoa Nova e Petrópolis, a avenida Nascimento de Castro, a Rua Monte Rei, no Planalto e a Rua Rio Doce, próximo à avenida Itapetinga, na zona Norte.
Apesar do início das obras, a população ainda se mostra descrente em relação à Operação. Para o motorista Luiz Alves, tapar buracos é como camuflar os problemas estruturais das vias de Natal. “Não adianta só tapar os buracos, pois com a passagem constante de veículos pesados, o problema sempre volta. Essa é uma solução paliativa, pois daqui há pouco tempo, eles terão que fazer novamente, ou seja, mais gastos, que poderiam ser evitados, e sem uma solução definitiva”, disse Luiz Alves.
Já o motoboy Marlon Charles, acredita que a melhor solução é asfaltar todas as vias. “É melhor asfaltar tudo, pois esses paralelepípedos não suportam tanto movimento de automóveis, e por isso que os buracos sempre voltam. Mas pelo menos estão fazendo alguma coisa, já que nos últimos anos nada foi feito. Só espero que a Prefeitura dê continuidade às obras e não deixe tudo pela metade ou mal feito”, afirmou Marlon.
A recuperação da malha viária está sendo realizada pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), e a execução das obras está sendo feita por três empresas que tinham contrato em vigor com a Secretaria desde a gestão passada. A Novatec Construções e Empreendimentos (que fechou dois contratos), a Esse Engenharia e a Tecnopav fornecerão o material a ser utilizado na operação, já que a usina de asfalto da Semopi no bairro Bom Pastor, que produziria o asfalto de baixa qualidade – ideal para tapar buracos – está desativada sem previsão de retorno das atividades.
Além das obras da Operação Tapa-Buracos, em algumas vias também será realizado o recapeamento e de acordo com o titular da Semopi, Rogério Mariz, as obras serão realizadas seguindo a necessidade estrutural de cada uma. “As obras de recapeamento não serão realizadas em toda a extensão das ruas, mas nos pontos mais críticos em que só a Operação Tapa-Buracos não resolveria. Nossa equipe técnica avaliou a realidade estrutural de cada uma das vias e as obras serão realizadas da melhor maneira, para resolver imediatamente os problemas das ruas e avenidas da cidade”, disse Rogério Mariz.
Para as obras de recapeamento, a Semopi conta com R$12,2 milhões, provenientes de um convênio com a Caixa Econômica Federal. Já para a Operação Tapa-Buracos, os recursos são da própria Prefeitura e giram em torno de R$ 2,2 milhões, até que o orçamento da gestão atual seja aberto.
O prazo para conclusão das obras de recapeamento é de 60 dias, já para a Operação Tapa-Buracos, o prazo será maior, de cerca de 200 dias, devido à minunciosidade do serviço.
De acordo com o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura, Rogério Mariz, os prazos podem ser cumpridos, caso não haja imprevistos de ordem financeira. “Pretendemos concluir as obras dentro dos prazos, ou até antes deles. Mas isso só será possível se não faltarem recursos. Mas estamos otimistas, pois vendo a situação caótica da malha viária de Natal, resolvemos priorizar a sua recuperação nessa nova gestão, pois é inaceitável que durante tanto tempo as ruas e avenidas tenham permanecido assim. por isso tomamos essa medida emergencial, para resolver essa situação”, disse o secretário Rogério Mariz.
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