RECUPERAÇÃO
O ministro Garibaldi Filho, que não tem escondido sua insatisfação e desestímulo com o Governo Rosalba Ciarlini, disse ontem em Brasília, durante reunião com parte do Conselho Político, que o Governo não está bem e que “não se recupera um Governo desgastado de uma hora para outra”.
SILÊNCIO
Garibaldi também tem confidenciado a amigos mais próximos que está preocupado com a gestão de Rosalba porque não há quem a defenda. O pai de Waltinho disse que a coisa ficou ainda mais complicada depois que o líder do Governo, Getúlio Rêgo, afirmou que o filho não aceitaria a secretaria de Saúde para não se desgastar e ele próprio também já havia recusado o mesmo convite: “Ora, se o líder não quer nem que o filho assuma, quem danado vai querer?
ESTILO
A crise que se instalou na base aliada da governadora Rosalba Ciarlini, não pode se resumir a nomeação de cargos públicos. Afinal, o problema não é somente esse. Claro que os partidos querem participar da gestão indicando seus apadrinhados; o que é legítimo no regime democrático. Mas a questão não é só essa, mas cobrança de mudança de estilo, o que é muito mais difícil de acontecer.
CONFUSÃO
O Governo Rosalba já deu demonstrações, desde seu início, que pensa pequeno, sem espaço para o macro, pois o macro assusta quem pensa pequeno, impõe medo de perda do comando. A ocupação de cargos fundamentais para o gerenciamento do Governo, feita apenas com pessoas ‘da confiança’ íntima dos governantes, é outra revelação de que o casal governador confunde uma Prefeitura do interior com a gestão de um Estado.
NOMEAÇÃO
O fato que materializa a confirmação de que o problema não é somente ocupação de cargos, mas mudança de estilo, é a nomeação de Carlos Augusto Rosado para a Casa Civil do Governo. Mentor da vitoriosa carreira política da esposa Rosalba, Carlos Augusto sempre foi responsável pela última palavra no Governo; desde o início, mesmo sem ocupar cargo oficialmente. Sua nomeação sinalizava mudança.
MUDANÇA
Quando nenhum secretário agüentava mais o que parecia ser a mão oficiosa de Carlos Augusto no Governo, despachando do terraço de sua residência, eis que o marido da governadora decide oficializar sua participação na gestão, ao aceitar ser secretário da Casa Civil. Para todos, um sinal claro de mudança na inércia do Governo. Afinal, quem mandava de forma oficiosa, passaria a comandar direto da governadoria.
DECEPÇÃO
O problema é que Carlos Augusto assumiu há mais de quatro meses e praticamente nada mudou na atual gestão. Ou seja: A questão é de estilo do comando, não apenas de nomes. Como não mudou até agora, o que esperar para o futuro próximo?
DISTANTE
Agripinistas históricos, que conhecem o estilo do senador José Agripino, afirmam que o pai de Felipe está tão insatisfeito com o Governo de Rosalba quanto Garibaldi. A diferença é que o marido de Dona Anita é presidente do DEM, mesmo partido da governadora e não pode expressar sua insatisfação. Mas o pai de Felipe está distante da administração. E não é apenas por opção.
ROMPIMENTO
Servidor público manda e-mail: “Túlio, gostaria de perguntar ao presidente do Congresso, deputado Henrique Eduardo e ao ministro da Previdência Garibaldi Filho o que eles estão esperando para romper com a Rosa (governo do estado). O povo e os servidores estaduais já sacramentaram em defenestrar esse governo que não tem mais escapatória politicamente, já morreu!”
ROMPIMENTO II
Segue o e-mail do leitor: “Um governo que é centralizador, egoísta, espinhoso e individual, não sabe compartilhar com os outros correligionários que ajudaram na sua eleição, não merece crédito, pedimos por favor, rompam!
Uma governadora que não respeita nem a sua classe (médicos), nem aos pobres barnabés – servidores – não merece crédito. Mas o governo – agora – tem um crédito danado com os “homens da justiça” que receberam aumento do governo que não conta para o “Limite Prudencial /LRF”. Essa lei foi feita para reiar ainda mais os servidores, seja ele, municipal, estadual e federal. Sinceramente, estou com nojo de ser servidor público da área de saúde! Peço que não divulgue meu nome porque senão vão “jogar” eu lá para o hospital dos doidos”.


