Rede de assistência à saúde em Natal será integrada durante jogos da Copa

Cada uma das 12 cidades sedes do mundial terá sua própria estrutura

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Nos dias de jogos do Brasil e em Natal, todos os dados de atendimentos médicos realizados nas unidades de saúde das redes privada e pública da capital e procedimentos de vigilância sanitária serão monitorados pelo Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (Ciosc), que funcionará junto com o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), na Escola de Governo do Estado, no Centro Administrativo. Um dos objetivos é perceber o impacto que o mundial causará no sistema de saúde de Natal, uma das 12 cidades-sede dos jogos, durante o evento.

Segundo a coordenadora de Ações de Saúde para a Copa, Marielly Galvão, o centro irá concentrar todas as informações de saúde, mas não substituirá o sistema já existente, uma vez que só interessam os dados relacionados aos atendimentos realizados no intervalo entre duas horas antes das partidas e até três horas após o término do jogo. As informações coletadas neste intervalo serão repassadas para o Ciocs nacional, sediado em Brasília. Ela disse que, nos demais dias do mundial, a equipe do Ciocs ficará de sobreaviso para eventuais necessidades.

“Vamos ter um panorama integrado sobre o fluxo de atendimentos e procedimentos relacionados à Copa e articular a rede de assistência para atender às necessidades que surgirem em decorrência desse fluxo. Por exemplo, caso tenhamos uma ocorrência com grande número de envolvidos em uma determinada área, poderemos acionar o hemocentro para a necessidade de sangue ou outro hospital próximo ao que recebeu a demanda original, para ajudar nos atendimentos”, explicou.

Marielly afirmou que todas as unidades de saúde públicas e privadas montaram um plano de contingência para o período e que a integração entre elas vai otimizar os serviços de saúde prestados durante o período de funcionamento do Ciocs. “Vai ser importante porque vamos poder mensurar, no final da Copa, o quanto o evento impactou no sistema de saúde de Natal, que terá uma visibilidade muito grande durante a competição por ser uma cidade-sede”, explicou Marielly.

Conforme informações do Ministério da Saúde, a ideia é padronizar os procedimentos de vigilância sanitária e o atendimento à saúde, que se transformará em um importante legado para as cidades beneficiadas, já que a estrutura ficará pronta para atuar em outras situações, como grandes eventos e também em casos de desastres e acidentes com múltiplas vítimas.

O Ciocs será responsável pela detecção, avaliação, monitoramento e as respostas às demandas de saúde relacionadas à Copa do Mundo no Brasil. Também irão consolidar e avaliar diariamente os dados recebidos das equipes de campo da saúde; classificar os ESP (Eventos de Saúde Pública) conforme análise de risco e critérios do instrumento de decisão do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), descartando os que não se relacionam com o evento; elaborar o Boletim Diário com informes preliminares de comunicação; e compartilhar o Boletim Diário com o Ministério da Saúde e demais parceiros envolvidos no monitoramento.

Saúde de Natal também participa das ações

As ações realizadas no Ciocs serão feitas em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que atuará a partir do dia 9 de junho, para otimizar o compartilhamento de informações de vigilância e atenção à saúde para apoiar as decisões e monitorar os possíveis incidentes durante o evento mundial. Estarão presentes profissionais dos setores de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, Saúde do Trabalhador e um responsável pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o chefe do Departamento de Vigilância em Saúde das SMS, Carlos Magno Oliveira, a Vigilância Sanitária do município estará presente dentro do Arena, para fiscalizar os alimentos comercializados no local. “Teremos quatro profissionais no CIOCS e mais uma equipe volante dentro da Arena das Dunas, com um médico regulador, um profissional da Vigilância Sanitária e um da Vigilância Epidemiológica, que irão fazer a interligação com os serviços públicos, caso seja necessário”, explicou.

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