Rede hoteleira também teve expectativa frustrada na Copa de 2014

ABIH/RN divulga nesta segunda-feira, uma pesquisa sobre perfil de turista nesta

Foto: Wellington Rocha
Foto: Wellington Rocha

Até mesmo os meios de hospedagem tiveram suas expectativas frustradas com a realização da Copa do Mundo de futebol em Natal. De acordo com a Associação Brasileiro da Indústria de Hoteis (ABIH/RN) contabilizou 68% de ocupação nos hotéis de Natal durante no período que a cidade sediou jogos do campeonato.

Conforme o presidente da entidade, Abib Chalita, a expectativa era que a ocupação chegasse a 90%. O bloqueio de leitos da operadora de turismo da Fifa, a Match Hospitality. A empresa só anunciou que não iria precisar mais dos leitos previamente reservados no início do ano, momento em que os hotéis puderam colocá-los novamente no mercado.

“Perdemos muito tempo de venda com o bloqueio de leitos e eles devolveram 70%. Além disso, a imagem do Brasil lá fora ficou prejudicada por causa dos protestos e atrasos nas obras”, explicou o presidente da ABIH/RN. O período de ocupação compreende de 12 de junho – um dia antes do primeiro jogo em Natal – e 25 – um dia depois do último jogo na capital potiguar. A rede hoteleira de Natal possui 28 mil leitos.

O JORNAL DE HOJE mostrou durante o período da Copa do Mundo em Natal, muitos pequenos empreendedores do turismo também tiveram suas expectativas frustradas. Foram locadoras de carros, comerciantes de artesanato, empresa de passeio com dromedários e até bugueiros. Estes tiveram que reduzir drasticamente os preços inflados em função da Copa, quando perceberam que boa parte dos turistas não utiliza todos os equipamentos e serviços turísticos, como os demais visitantes.

Perfil do turista da Copa

A ABIH/RN também irá divulga hoje o perfil médio do turista que veio a Natal para a Copa do Mundo. “A pesquisa é exatamente para definir onde Natal e o Rio Grande do Norte poderão investir. É um raio-x de onde esse turista veio, quanto ele gastou”, descreveu o presidente da associação estadual.

Segundo Chalita, a maioria dos turistas presentes em Natal em função dos jogos do mundial de futebol era estrangeira. Mas o fluxo não se restringiu ao visitante daqueles países que tiveram jogos de suas seleções na capital norte-rio-grandense. O tempo de permanência variou entre sete e 14 dias, o que indica que o turista não veio a cidade apenas para o ver o jogo da sua seleção.

A maioria era de homens, entre 25 e 45 anos de idade. Conforme o presidente da ABIH/RN, os entrevistados aprovaram a cidade e manifestaram o desejo de voltar mais vezes. O presidente disse também que a pesquisa norteará os investimentos empresariais em divulgação. “Não contamos mais com a divulgação internacional do governo do Estado”, declarou. Já na próxima quarta-feira, os empresários do setor irão se reunir para definir o calendário de feiras internacionais que irão participar para não deixar o nome de Natal cair no esquecimento.

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