Registrados em Ponta Negra e Neópolis dois novos casos positivos de raiva em morcegos

O risco da transmissão de Raiva de morcego para humanos e animais de estimação existe devido à proximidade desses animais às residências

Os casos foram registrados nos bairros de Ponta Negra e Neópolis, Distrito Sanitário Sul. Foto: Divulgação
Os casos foram registrados nos bairros de Ponta Negra e Neópolis, Distrito Sanitário Sul. Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do seu Departamento de Vigilância em Saúde e do Centro do Controle de Zoonoses, comunica a notificação de dois casos positivos de Raiva em quirópteros (morcegos) no município de Natal. Os casos foram registrados nos bairros de Ponta Negra e Neópolis, Distrito Sanitário Sul.

O risco da transmissão de Raiva de morcego para humanos e animais de estimação existe devido à proximidade desses animais às residências. A situação epidemiológica da Raiva em Natal não é diferente da situação do Brasil, que apresenta aumento no número de pessoas atendidas pelo serviço de saúde devido a contatos ou agressões por morcegos.

A Raiva é uma grave antropozoonose que causa um quadro de encefalomielite infecciosa aguda e fatal, podendo acometer todos os mamíferos (WARREL & WARREL, 2004). Seu agente etiológico é um vírus pertencente à ordem Monegavirales (HANKINS & ROSEKRANS, 2004).

A principal via de transmissão da Raiva é o contato com a saliva contaminada de um animal doente (HANKINS & ROSEKRANS, 2004; WARREL & WARREL, 2004), mais comumente através de lesão da pele do indivíduo, uma vez que o vírus não penetra pela pele íntegra. O modo mais comum de transmissão é a mordedura, mas o contato do vírus com soluções de descontinuidade da pele ou com membranas nasal, bucal ou ocular também são importantes (BRASS, 1994; HANKINS & ROSEKRANS, 2004).

Dentre os diversos reservatórios, os quirópteros listam como os principais transmissores da Raiva no Brasil (RUPPRECHT et al., 2002). Morcegos não hematófagos também devem ser considerados pela sua crescente participação no chamado ciclo aéreo da Raiva.

A Secretaria Municipal de Saúde está atenta e tomando todas as providências cabíveis. E solicita da população atitude de vigilância, comunicando pelo telefone do plantão das Epizootias, 3232-8238.

Sintomas da Raiva no cão – O animal demonstra alterações sutis de comportamento, anorexia, esconde-se, parece desatento e, por vezes, nem atende ao próprio dono. Nessa fase ocorre um ligeiro aumento de temperatura, dilatação de pupilas e reflexos corneanos lentos.

Sintomas da Raiva no gato- Em consequência das próprias características dos felinos, o primeiro ataque é feito com as garras e depois com a mordida. Devido ao hábito dos felinos se lamberem constantemente, as arranhaduras são sempre graves. Considerar os seguintes diagnósticos diferenciais para raiva felina – encefalites, intoxicação e traumatismo cranioencefálico.

Raiva em morcego – Deve-se ressaltar que o morcego tem hábito noturno e é considerado suspeito de estar infectado com o vírus da raiva quando for encontrado em horário e local não habitual, como por exemplo, caído no chão durante o dia ou à noite.

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