REGISTRO

O ano de 2013 foi marcado, na área política, pelas dificuldades sucessivas enfrentadas pela governadora Rosalba Ciarlini. Além de não…

O ano de 2013 foi marcado, na área política, pelas dificuldades sucessivas enfrentadas pela governadora Rosalba Ciarlini. Além de não contar com respaldo popular, visto que a reprovação ao seu Governo cresceu ou estagnou na casa dos 80%, a Rosa também viu sua base política desmoronar.

ROMPIMENTO
O fato mais importante em relação ao Governo Rosalba foi o rompimento do PMDB, em uma ação iniciada pelo deputado Walter Alves, sinalizando ao indicado do partido na SETHAS, o competente e sério professor Luís Eduardo Carneiro, que a carta de exoneração era a senha para o PMDB sair da gestão. A partir daí, Garibaldi Filho também se pronunciou e o partido oficializou o rompimento.

ROMPIMENTO II
Com o rompimento do PMDB, mesmo contrariando o presidente do partido no RN, deputado Henrique Alves, o Governo Rosalba perdeu completamente o respaldo político, pois o partido é o maior e mais forte do Estado. Sem o amparo partidário externo, a Rosa também viu seu próprio partido sinalizar abandono.

ABANDONO
O senador José Agripino, presidente do DEM, mesmo partido da governadora Rosalba Ciarlini, ao invés de prestar solidariedade a sua aliada, aproximou-se do PMDB da oposição e deixou a governadora ainda mais isolada e sem qualquer respaldo político. O aliado de mais de 30 anos externou insatisfação e sinalizou negativa da legenda ao projeto de reeleição.

CASSAÇÃO
Para piorar ainda mais a situação, a governadora Rosalba Ciarlini foi cassada pela Justiça Eleitoral e está inelegível, fato que torna seu projeto de reeleição, inviável. O afastamento do cargo surpreendeu a todos, produzindo um inusitado quadro em que até adversários (Henrique, Agripino e Wilma) torceram ou trabalharam para a governadora não ser afastada do cargo. Para eles, ela precisa ficar e sangrar até o fim, sem força para competir, mas no cargo até a eleição.

ATRASO
Enquanto na esfera política a governadora amargou um quadro extremamente negativo, sem respaldo partidário e reprovação pública, no aspecto administrativo a Rosa marcou sua gestão pelas brigas contra os demais poderes e instituições e o fato de atrasar o pagamento da folha do funcionalismo público.

SEMELHANÇA
A governadora Rosalba Ciarlini conclui 2013 aparentando muita semelhança com o que ocorreu com a então prefeita Micarla de Sousa. A Rosa teve oportunidade de assistir ao filme do fracasso e evitar a repetição. Não adiantou. Repetiu erros com intensidade ainda maior e não copiou mínimos acertos. Resultado: é a pior governante da história recente do RN.

SALDO
Já o prefeito Carlos Eduardo, outrora um elefante embriagado em loja de cristais, amadureceu, mudou seu comportamento com vereadores, imprensa e população. Mesmo com herança gigantesca de dívidas, arrumou as finanças e conseguiu até pagar adiantado o salário e o 13° dos servidores. Seu saldo é positivo, com esperança de fazer a gestão deslanchar em 2014, pois os projetos apresentados esse ano, serão viabilizados no próximo.

NEGATIVO
O saldo negativo deixado em 2013 pelo prefeito Carlos Eduardo se concentra na saúde, pois não houve avanços, mas fechamento de postos prestação de serviço precária; na limpeza, o prefeito respaldou uma licitação claramente superfaturada na Urbana, que viria a ser cancelada pelo TCE e investigada pelo Ministério Público; no transporte público, incompetência e estagnação; na assistência social, lacuna grande.

FUTURO
Falar em 2014 em relação a Rosalba e Carlos Eduardo, encontram-se duas situações opostas. O prefeito de Natal tem tudo para transformar a cidade em canteiro de obras e se consolidar; a governadora não dispõe de tempo hábil para uma recuperação. Deve ficar fora da disputa de sua própria sucessão e assistir seus adversários prometer mudar para melhor o RN que ela não conseguiu.

AVALIAÇÃO
A coluna tentou fazer, como em todos os anos, um jornalismo plural, independente e opinativo, usufruindo da rara liberdade que um meio de comunicação dispõe. Nossa liberdade, que tem como conseqüência a independência, foi utilizada para tentar informar os bastidores da política, tentar interpretar gestos, palavras e desvendar o silêncio dos políticos, sem amarras ou comprometimento.

AVALIAÇÃO II
O saldo que a coluna registra ao final deste 2013 é que provocou insatisfação nos principais políticos do Estado, tão acostumados ao jornalismo amestrado, ainda não adaptados a posturas que contrariam suas opiniões e seus interesses. A meta de não tentar agradar aos políticos foi cumprida em nome da verdade.

DESCULPAS
Admitir erros e excessos também sempre foi marca da coluna. Afinal, não somos donos da verdade e temos a humildade como característica. Portanto, quando necessário, pedimos desculpas e corrigimos eventuais equívocos. Gostaria de pedir desculpas também por eventuais excessos, por piadas feitas pelo Sherloquinho, que possam ter sido incompreendidas por políticos e seus familiares.

AGRADECIMENTOS
A coluna agradece a DEUS, pela vida, pela saúde, pela força e pela lucidez; agradeço também ao professor Marcos Aurélio de Sá, diretor-editor deste JH, a Sylvia Sá, editora geral e a Marcelo Sá, diretor administrativo, pelo profissionalismo, independência e liberdade; aos colegas de redação e demais servidores, pela paciência e amizade; a minha família, pelo apoio e compreensão.

2014
Pedir a DEUS em 2014, saúde, paz e felicidade para todos.  Estou entrando em férias da coluna e da editoria de política; volto, se Deus quiser, no início de fevereiro; até lá vocês ficam com o talento da revelação do jornalismo político, Ciro Marques. Fui…

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