Renovação de contrato do Memorial visa diminuir espera na ortopedia

Abertura de 10 novos leitos de UTI também está prevista para 4ª feira

Na manhã de hoje, o movimento era intenso no Pronto Socorro do Hospital Memorial, que atende pacientes vindo de todo o RN. Foto: Heracles Dantas
Na manhã de hoje, o movimento era intenso no Pronto Socorro do Hospital Memorial, que atende pacientes vindo de todo o RN. Foto: Heracles Dantas

Fernanda Souza
fernandasouzajh@gmail.com

A longa espera por cirurgias ortopédicas, que também superlota os hospitais da rede estadual, poderá ser diminuída com a assinatura do contrato entre a Secretaria Municipal de Saúde de Natal e o Hospital Médico Cirúrgico (HMC), além da renovação do contrato com o Hospital Memorial.

No caso do HMC, pendências em certidões e outros problemas em contrato inviabilizaram o fluxo de cirurgias ortopédicas. “O Hospital Médico Cirúrgico estava sem contrato desde abril, o que causou uma sobrecarga em outros hospitais, já que a demanda é crescente. Com o Hospital Memorial renovamos o contrato e teremos seis leitos de retaguarda, aliviando dificuldades emergenciais. Esperamos melhorar a resposta dos procedimentos cirúrgicos na área, mas ainda não temos o diagnóstico de quando vamos conseguir equacionar a fila de espera por cirurgias. Esperamos que até o fim do mês haja uma maior resolutividade”, disse o secretário municipal de Saúde, Cipriano Maia.

Já a subcoordenadora da Coordenadoria de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur), Juliana Araújo, citou algumas melhorias para a população com o aumento do fluxo de cirurgias ortopédicas. “Os benefícios serão impactantes e vai desafogar os atendimentos no Walfredo Gurgel e no Deoclécio Marques, os dois maiores hospitais de trauma do Estado, onde os pacientes que esperam por cirurgias eletivas acabam ficando nos corredores. Os profissionais que já trabalham com uma sobrecarga, agora também poderão atender os pacientes com mais qualidade”.

De acordo com o diretor geral do Hospital Memorial, Francisco Gomes, além da renovação do contrato junto à SMS serão abertos novos leitos de UTI. “Estamos assinando um contrato de 10 leitos de UTI com abertura a partir da próxima quarta-feira (15) e também teremos mais seis leitos de retaguarda. As UTIs são as mais modernas da cidade, com equipamentos de última geração. Os leitos são custeados pelo Estado, Município e pelo SUS. Também temos contrato de ambulatório e realizamos por mês cerca de 2 mil atendimentos aqui no Hospital e outros mil na zona Norte, através de uma parceria entre o Instituto de Ortopedia”.

Mais de 90% dos atendimentos realizados no Hospital Memorial são do SUS, com realização de cerca de 30 cirurgias por dia (segunda a sexta), o que totaliza quase 700 cirurgias por mês. “Nossos contratos são faturados mensalmente até o dia 8, para o recebimento do mês anterior. Acho que a Prefeitura deveria pedir até o dia 17, mas pedem no dia 25 e acaba ocorrendo o pagamento para depois do dia 30. É muita burocracia e poderia ser mais ágil. Ainda temos notas para receber do mês de setembro”, enfatizou Francisco Gomes.

Na manhã desta segunda-feira (13), o movimento era intenso no Pronto Socorro do Hospital Memorial, que atende pacientes vindo de todo o Estado. O agricultor Edinaldo Lopes, morador de Lagoa Salgada, sofreu um acidente de moto há mais de um ano e três meses atrás realizou no hospital a segunda cirurgia no joelho esquerdo. “Sofri o acidente em Serrinha e fui ao Hospital de Santo Antônio, depois para o Deoclécio, para o Walfredo e fui operado no Paulo Gurgel. Hoje vim mostrar o meu raio-X e o atendimento aqui é muito bom, não tenho nada a reclamar”.

A aposentada Luzia do Vale, de 67 anos, também veio de longe para uma consulta pós-cirurgia. “Vim junto com minha irmã de Governador Dix-sept Rosado. Hoje é dia de revisão na minha cirurgia no joelho, que fiz há dois meses, chegamos bem cedo, mas nossa consulta é apenas à tarde e temos que esperar. Mas vale a pena, porque o atendimento aqui não deixa a desejar”.

O diretor do Hospital Memorial lamenta que a rede pública não possa oferecer uma maior resolutividade, o que acaba fazendo com que casos simples sejam encaminhados para o Hospital. “Há pouco tempo recebemos uma criança de Mossoró que tinha fraturado o punho. Ela acabou ocupando um leito, que ficou indisponível para casos mais graves”, relatou Francisco Gomes.

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