Reordenamento do comércio informal da Cidade Alta foi adiado para o fim de março

comerciantes estão insatisfeitos, pois afirmam que espaço destinado pela Prefeitura é menor que combinado em projeto

Prefeitura fez parceria com empresa privada para entregar as bancadas e sombreiros. Foto: José Aldenir
Prefeitura fez parceria com empresa privada para entregar as bancadas e sombreiros. Foto: José Aldenir

Diego Hervani

diegohervani@gmail.com

A reordenação dos comerciantes informais da Cidade Alta, que deveria ter acontecido no início de fevereiro, foi adiado para o fim de março. O motivo é que a Prefeitura do Natal firmou uma Parceria Público Provada (PPP) com a empresa de telefonia Oi, que cederá as bancadas dobráveis e sombreiros que serão utilizados no espaço construído na Rua João Pessoa, que visa retirar os vendedores das calçadas.

“O nosso projeto inicial foi aprovado pelos comerciantes. Mas depois de um tempo percebemos que as bancas não irão suportar o peso de determinadas mercadorias, então fomos em busca de uma Parceria Público Privada para conseguir as bancadas. Por ser um local de muita circulação, a Oi logo se mostrou interessada e fizemos essa parceria”, afirmou a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Fátima Lima, que ainda explicou que, caso a parceria não fosse firmada, a reordenação dos comerciantes iria demorar ainda mais. “Sem a parceria, a Prefeitura teria que fazer uma licitação, o que iria demorar ainda mais”.

Apesar de terem aceitado a reordenação, os comerciantes informais estão insatisfeitos com o espaço que a Prefeitura construiu que, segundo eles, é menor do que o combinado. “A Prefeitura prometeu uma coisa e agora está fazendo outra. Quando eles nos apresentaram o projeto, o espaço era maior, aí todos assinamos o documento. Agora eles vieram com isso aí, que não tem condições nenhum para trabalharmos. É muito pequeno”, reclamou o vendedor Antônio Marcos, que contou que o espaço já ganhou um apelido “carinhoso”. “Nós [comerciantes da Cidade Alta] estamos chamando o espaço de ‘quadradinho de oito’ para jogar dominó. Isso aí é ridículo. Não tem ninguém satisfeito”.

De acordo com Fátima Lima, o projeto que está sendo executado é até melhor do que o que foi apresentado inicialmente. “No projeto inicial as bancadas seriam menores, agora elas são maiores. O que os comerciantes precisam entender é que eles fazem parte de um comércio informal, ou seja, que vendem poucos produtos. Não adianta eles quererem vender um monte de produtos, pois essa não é a linha do comércio informal”.

Na Cidade Alta, 120 comerciantes informais foram cadastrados e regularizados pela Semsur, dos quais 65 são fixos (que serão reordenados) e outros 55 ficam circulando pelas ruas, todos identificados com coletes numerados. Outras 52 pessoas que trabalhavam com produtos irregulares, como DVDs piratas, foram retirados das ruas.

Alecrim também irá passar por reordenação

Depois do fim do processo de reordenação dos comerciantes informais da Cidade Alta, o mesmo deve acontecer no Alecrim. A previsão da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos é de que o censo, que vai regularizar e definir o número de vendedores, comece a ser feito em maio. “A reordenação do comércio da Cidade Alta está servindo como experiência para a Semsur. Quando formos executar a reordenação do Alecrim o processo será um pouco mais rápido, já que sabemos o que é necessário para fazermos essa reordenação”, explicou Fátima Lima.

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