Repórter ouve cada uma

Uma curiosa observação a respeito de Ideli Salvatti. A ministra das Relações Institucionais – articulação política, para facilitar – não…

Uma curiosa observação a respeito de Ideli Salvatti.
A ministra das Relações Institucionais – articulação política, para facilitar – não está preparada para o diálogo político, como dizem próceres do PMDB e até do PT.

O comentário foi feito por personagem da agenda na qual a presidente da República registra parceiros que merecem sempre cordial atenção.

Como ninguém do grupo entendera o porquê da dureza do declarante, tido como assíduo interlocutor da senhora Rousseff, uma jornalista foi direta na pergunta:
– Dá para o senhor explicar o propósito de sua afirmação?
Resposta de bate-pronto, mas incompleta:
“Faltam três virtudes a Ideli.”
Insistiu a jovem integrante da editoria política de um jornal carioca:
– Quais, por favor?
“Modéstia, habilidade e prudência.”

Diante do gesto de surpresa da repórter, o crítico de Salvatti deu o xeque-mate na conversa:
“Para completar o currículo, acrescento que ela é ruim de copo e de ideias.”

Café com leite
Recomendação de Fernando Henrique Cardoso a Aécio Neves.
O ex-presidente, conselheiro e cabo eleitoral do candidato tucano ao Palácio do Planalto, considera “absolutamente fundamentais” que o mineiro amplie as atenções a São Paulo. Não só no quesito visitas.

Um vice paulista para compor a chapa de Aécio é apontado por Fernando Henrique como “grande incentivo” ao projeto do PSDB. Seria a volta à antiga chapa café com leite.

E vai adiante. Propõe que a escolha recaia em Aloysio Nunes Ferreira (foto), duas vezes ministro em sua gestão: secretário-geral da Presidência da República e titular da Justiça. Bom de voto, foi deputado federal e bateu o recorde de apoios para o Senado em 2010. Recebeu 11,2 milhões de votos. Oito anos antes, o petista Aloizio Mercadante cravara 10,5 milhões.

A escolha de Nunes Ferreira, um dos grandes amigos de José Serra, agrada também a Geraldo Alckmin, governador em disciplinado trabalho para renovar o mandato.

Pós-escrito: 31,3 milhões de pessoas estão aptas a comparecer às urnas paulistas.  Em Minas Gerais, há 15,2 milhões de cidadãos com o título eleitoral na mão. Somados os contingentes das duas unidades federativas, representam mais de um terço do eleitorado nacional.

 

- A “corte” presidencial – da chefe do governo aos auxiliares estrelados, além de outros nem tanto – entra em recesso do Natal à véspera da festa dos Reis Magos. Não é certo, mas bastante provável: a senhora Rousseff volta, no fim do ano, à Base Naval de Aratu, litoral baiano.
- Domingos Sávio (MG) é favorito para líder do PSDB na Câmara, durante a sessão legislativa de 2014. Ocorre que o paulista Vanderlei Macris resolveu tirar a tranquilidade do mineiro. Propõe-se a concorrer ao cargo.
- Entre empresários consultados sobre a eleição do próximo ano, o socialista Eduardo Campos está mais bem posicionado do que a petista Dilma Rousseff e o social-democrata Aécio Neves.
- Reeleito governador de São Paulo, Geraldo Alckmin vai se preparar para disputar a sucessão presidencial de 2018.  Em 2006, ele tentou. Passou pela eliminação do primeiro turno, mas foi batido, no segundo, por Lula da Silva.
- Na primeira quinzena de fevereiro, entram em ação dois suportes da campanha de Dilma. Uma, em Brasília (política e imprensa); na capital paulista, a outra (financeiro e marketing).
- Vicente Paulo da Silva partiu forte para suceder ao cearense José Guimarães na liderança do PT na Câmara. Vicentinho é o nome de guerra do parlamentar de São Paulo nascido no Rio Grande do Norte.
- Candidato a presidente da República, Randolfe Rodrigues (PSOL) perde para Dilma Rousseff no Amapá, estado que ele representa no Senado.
- Bom fim de semana, e até terça-feira. Segunda, você fica na companhia de Joaquim Pinheiro, jornalista que sabe tudo da política potiguar.
- Para refletir: “Onde quer que nos encontremos, são os amigos que constituem o nosso mundo” (William James, psicólogo estadunidense).

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