Respeito – Túlio Lemos

Repercute negativamente o fato da ex-governadora Wilma de Faria não ter respeitado o luto pela morte do presidente de seu…

Repercute negativamente o fato da ex-governadora Wilma de Faria não ter respeitado o luto pela morte do presidente de seu partido, Eduardo Campos. Amiga do pernambucano, Wilma contrariou toda a classe política do Brasil, que respeitou o luto e suspendeu a campanha. A mãe de Lauro desrespeitou o luto e foi pedir voto no Oeste.

RESPEITO II

A atitude de Wilma torna-se mais reprovável pelo fato da ex-governadora ter laços de amizade com a família de Eduardo Campos. Enquanto adversários do presidenciável suspenderam a campanha, Wilma preferiu correr atrás de votos no interior do Estado. Ficou muito feio.

PESQUISA

Já há quem diga que a ‘carreira’ que Henrique e Wilma fizeram em direção ao Oeste Potiguar, atende pelo nome de ibope. Segundo Sherloquinho, apesar de não ter sido divulgada, a pesquisa teria apresentado números desanimadores para a chapa PMDB/PSB. Para tentar reverter, não respeitaram nem a morte do presidente do partido.

IMPRENSA

As entrevistas com os presidenciáveis, conduzidas pelo jornalista William Bonner, no Jornal Nacional da Rede Globo, provocaram várias reações de surpresa e intolerância. Aqui e no resto do Brasil, políticos e seus bajuladores estão acostumados a entrevistas amestradas. Qualquer pergunta mais inconveniente, dizem que é perseguição ou até baixaria.

REAÇÃO

O próprio William Bonner tratou do assunto nas redes sociais e desabafou: “Vejo com espanto como as paixões eleitorais momentâneas podem alimentar a intolerância de um tipo de eleitor que se considera suficientemente informado sobre os candidatos – e que nega às outras pessoas o direito de se informar. É aquele que não quer saber mais nada. Não quer ouvir explicação sobre nenhuma questão polêmica. E é um direito dele”.

INTOLERÂNCIA

Bonner continua: “O problema é quando não quer que ninguém mais tome conhecimento daquelas questões. E, por isso, insulta quem pensa de forma diferente, insulta quem cobra aquelas explicações de candidatos a cargos públicos. Isso se chama obscurantismo. Tenho 30 anos de profissão e me orgulho de ter entrevistado candidatos à presidência do Brasil em 2002, em 2006, em 2010 e neste ano. Em todas as entrevistas, fiz e farei as perguntas que os candidatos prefeririam não ter que ouvir. Assuntos que lhes são desconfortáveis, incômodos. Assuntos que eles não abordam na propaganda eleitoral, obviamente. São assuntos de interesse jornalístico, são assuntos que o eleitor deve conhecer”.

EXPLICAÇÃO

O marido de Fátima Bernardes conclui: “Todos os candidatos que entrevistei, sem nenhuma exceção, sabiam que era papel deles prestar esses esclarecimentos – e que era meu papel cobrar as explicações. E isso sempre foi feito, de ambas as partes, de forma cordial, serena, respeitosa. Sempre. É esse respeito que falta aos que usam o espaço de comentários de uma foto para insultar, agredir, praguejar contra o conteúdo eminentemente jornalístico de uma entrevista. Essa intolerância eu faço questão de deixar registrada nos comentários. Alguma utilidade terá pra quem quiser analisar os frequentadores desse ambiente encantador e agressivo, enriquecedor e mesquinho, democrático e sectário que é a internet.”

CAMPANHA

Perfeito o comentário do apresentador do Jornal Nacional. Os políticos e seus bajuladores querem esconder a realidade e mostrar apenas o que lhes convêm. Não é esse o papel do jornalista. A missão é justamente informar; de preferência, aquilo que os políticos tentam esconder. Quem agride jornalista que faz perguntas inconvenientes é porque prefere a ficção montada pelos políticos.

PESQUISA

A campanha do deputado Henrique Alves já pagou 79 mil reais a Márcia Câmara de Figueiredo, da empresa de pesquisas Perfil. Porém, até o momento, não foi divulgada nenhuma pesquisa do instituto. Os levantamentos foram para ‘consumo interno’.

LOCAÇÃO

Henrique pagou uma pequena fortuna às empresas Pratika Locações e Natal Eventos e Locações para “atividades de militância e mobilização de rua”. Foram três pagamentos que somam 611 mil reais somente para o mesmo objetivo. Botar gente na rua não tem sido nada barato.

VEÍCULOS

Henrique também pagou 1 milhão, 150 mil reais a empresa AV Varela Souza, para “locação/cessão de bens móveis”. É muito carro rodando na campanha.

SOM

A campanha de Robinson Faria pagou a empresa AM Serviços e locação de equipamentos, a quantia de 308 mil reais pelo serviço de “publicidade por carros de som” e “locação/cessão de bens móveis”.

JURÍDICO

Robinson também publicou em sua prestação de contas, o pagamento de 300 mil reais ao escritório Nobre Falcão e advogados associados. Deve usar o povo do jurídico para se defender, quando precisar; e atacar, quando necessário.

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