A retórica do superficial

Desafios da política externa de países emergentes, vistos de fora para dentro. Solicitados pela BBC (British Broadcasting Corporation) – rádio…

Desafios da política externa de países emergentes, vistos de fora para dentro.

Solicitados pela BBC (British Broadcasting Corporation) – rádio e televisão controlados pelo governo britânico –, analistas internacionais selecionaram alguns pontos. As questões sublinhadas expressam, sobretudo, a visão europeia.  Nos Estados Unidos e no Canadá, o trabalho foi visto com restrições.

Estadunidenses e canadenses consideram exagerado “o foco especial” sobre os países do grupo Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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Cinco pontos são destacados no caso brasileiro:
1. Acordo Mercosul-União Europeia;
2. Crise com os Estados Unidos;
3. Tensão comercial envolvendo a Argentina;
4. Nova política de cooperação referente às nações amigas;
5. Grandes obras no exterior em parte financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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Pós-escrito: O Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre a seleção, mas um embaixador em trânsito para missão no exterior disse ao birô da coluna que o levantamento “tem uma marca especial: a superficialidade”.

 

Atentos à chance
Pré-campanha em Minas Gerais.
O crescimento de Fernando Pimentel (PT) desperta a ambição do PMDB para indicar o vice na chapa do titular da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Dois deputados pretendentes: Saraiva Felipe, presidente regional da sigla, e Antonio Andrade, ministro da Agricultura.

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No estado, a coligação liderada pelo PSDB, há quase 16 anos no poder, assusta-se com a penetração da candidatura petista a governador.

 

Pauta do avanço
Provável agenda da Câmara dos Deputados no ano eleitoral.
O presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) prioriza a regulamentação da emenda constitucional que cuida da relação entre patrões e domésticos, o Marco Civil da Internet e o piso salarial de policiais e agentes de saúde.

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Inclui, também: proposta de extinção do fator previdenciário e a extensão da Lei de Ficha Limpa a servidores dos Três Poderes da República – Legislativo, Judiciário e Executivo.

Troca de comando
A renúncia para cuidar da campanha à Presidência da República.
Dia 4 de fevereiro, uma terça-feira, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, transfere a chefia do Executivo ao vice João Lyra, neto (foto).

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Originário do PMDB, quando a sigla ainda não tinha o ‘P’ de Partido, o próximo governante passou pelo PDT e, na sequência, filiou-se ao PSB. Foi prefeito de Caruaru, onde nasceu, e deputado estadual. Advogado, ele chega aos 67 anos de idade 11 dias antes da posse.

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João é de uma família de políticos, cujo destaque foi o falecido Fernando, deputado federal e ministro da Justiça sob a presidência José Sarney.

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-  Gleisi Hoffmann goza duas semanas de férias. Deixa Brasília depois de amanhã. Na volta, despede-se da Casa Civil e reassume a cadeira de senadora.
-  O baiano Antonio Imbassahy será o novo líder do PSDB na Câmara. Em fevereiro, início da sessão legislativa de 2014, sucede ao paulista Carlos Sampaio.
-  Incentive seu filho a ler. Quem lê sabe mais.
-  A ONU proclama e o Brasil aplaude. De janeiro de 2015 ao mesmo mês de 2024, será festejada a Década Internacional dos Afrodescendentes.
-  Ex-presidente da Câmara, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) começa a irritar a cúpula do partido e o Palácio do Planalto. Condenado à prisão pelo Supremo, no processo do Mensalão, ele se faz de desentendido quando lhe pedem que renuncie ao mandato antes de iniciado desgastante processo de cassação.
-  Três ministros do Superior Tribunal de Justiça aposentam-se neste ano. Atingem a idade limite da ‘expulsória’. Um é o vice-presidente da Corte, Gilson Dipp. Os outros: Arnaldo Esteves Lima e Ari Pargendler.
-Para refletir: “Escrever a História é uma maneira de se livrar do passado” (Johann Goethe, escritor alemão).

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