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Reunião entre MP e Prefeitura de Natal definirá início das obras no calçadão de Ponta Negra

Data: 30 janeiro 2013 - Hora: 18:48 - Por: Roberto Campello

Uma reunião realizada na tarde de hoje (30), na sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte, entre representantes da Prefeitura de Natal e do Ministério Público Estadual e Federal deverá definir o início das obras de reconstrução do calçadão da praia de Ponta Negra, em especial com o trabalho de engorda da praia, atendendo a recomendação da perícia técnica. Nesta terça-feira (29), após vistoria in loco aos trechos danificados, Cássio Guilherme Rampinelli, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que está em Natal representando o Ministério da Integração Nacional, orientou os técnicos da Prefeitura de Natal a não adiar a ‘engorda da praia’, mesmo que isso onere a obra.

Segundo o secretário adjunto de Planejamento de Obras da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura, Tomaz Pereira de Araújo Neto, com o engordamento da praia o orçamento do projeto passaria dos atuais R$ 4 milhões (recuperação de forma emergencial o calçadão e construção de bolsacretos) para R$ 7,7 milhões. “Na reunião desta tarde vamos resolver todos os impasses para que esta obra seja iniciada o quanto antes”, garantiu Tomaz Neto. A indicação de Cássio Rampinelli, enquanto representante do Ministério da Integração, é que a Semopi e os demais órgãos municipais envolvidos na recuperação do calçadão apresentem dois planos de trabalho distintos. O primeiro, que traria os planos para ações de restabelecimento, envolveria os laudos técnicos para revitalização emergencial do calçadão e para o engordamento da praia, que deveriam ser realizados em conjunto.

Já o segundo plano sugerido por Rampinelli engloba as ações de reconstrução do calçadão de Ponta Negra. Este plano de trabalho deve envolver desde o financiamento e o resultado do estudo para o entendimento da dinâmica costeira, trazendo solução definitiva conforme especificações a serem indicadas pelos peritos. A Semopi considera que a engorda “poderia entrar no segundo plano de trabalho, considerando o tempo necessário para fechar licitação e identificar área que disponha de areia suficiente para o engordamento sem causar danos ambientais”. Mas, Rampinelli alertou “caso adie-se a engorda, a ação do mar poderia prejudicar o trabalho feito em reparo emergencial”.

De acordo com o laudo feito a pedido do Ministério Público Estadual, concluído em novembro do ano passado, deveriam ser enfatizadas três providências básicas para evitar novos desmoronamentos: ‘engorda’ artificial da praia, para garantir duração aos reparos a serem feitos; construção de passarelas e escadas provisórias durante as obras de recomposição do calçadão; e instalação de dissipadores na tubulação de drenagem de águas pluviais para evitar formação de valas à beira mar.

Enquanto as obras não são iniciadas, os comerciantes continuam reclamando das perdas nas vendas em virtude da destruição do calçadão. Irene Maria é vendedora ambulante há mais de 20 anos na praia e relata que tantos os natalenses quanto os turistas tem reclamado do descaso com a praia. “É muito triste ver uma praia que era tão badalada e movimentada e hoje estar abandonada. Com esse descaso todo. Em termos de vendas, só temos o que reclamar, pois está sendo a pior alta estação dos últimos anos”, destacou a vendedora.

Fábio Dias também trabalha na praia de Ponta Negra e ao lado de sua barraca, um poste, há meses, ameaça cair e nenhuma providência foi tomada. “Já procuramos a Prefeitura e a Cosern e ninguém faz nada. Acho que estão esperando acontecer uma tragédia para poder fazer algo. Se a maré bater, o poste pode cair ou para o hotel ou em cima das barracas. Alguns turistas ignoram o risco, mas a maioria reclama”, afirmou.

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