Réveillon aquece venda de fogos de artifícios na capital potiguar

Famílias natalenses começam a mudar tradição e passam a organizar seu próprio show pirotécnico

São mais de 200 tipos de fogos, desde foguetes de três tiros que custam em média R$ 15 até uma bateria de fogos que chega a custar R$ 2 mil. Foto: Divulgação
São mais de 200 tipos de fogos, desde foguetes de três tiros que custam em média R$ 15 até uma bateria de fogos que chega a custar R$ 2 mil. Foto: Divulgação

Carolina Souza
acw.souza@gmail.com

Reunir a família na casa de parentes e organizar um réveillon particular começa a virar tradição entre os natalenses. Apesar do grande show pirotécnico viabilizado pela Prefeitura de Natal – que neste ano fará queima de fogos apenas na Ponte Newton Navarro -, diversas pessoas optam por um momento mais reservado e passam a produzir seu próprio show. Os comerciantes de fogos de artifícios da capital potiguar esperam que a venda do material cresça aproximadamente 10% nesta véspera de ano novo, em relação a 2012. Esse é o período de maior movimento nas lojas de fogos de artifícios e não faltam lançamentos para colorir e iluminar o céu na noite do réveillon.

Em uma loja da cidade, no bairro do Alecrim, os apitos são os mais procurados durante todo o ano. Eles fazem barulhos parecidos com tiros. Mas são os fogos coloridos os mais vendidos para a passagem do ano. O gerente do local, Washington Reis, comemora as vendas e o aumento da procura pelas pessoas desde o natal.

“Hoje o movimento está muito bom. Melhorou bastante de ontem para hoje. Quem vem na nossa loja é com o objetivo de incrementar o ano novo em suas casas e fazer uma festa particular, com tudo que tem direito”, disse. Há opções de fogos de artifícios para todos os gostos (e bolsos). São mais de 200 tipos de fogos, desde foguetes de três tiros que custam em média R$ 15 até uma bateria de fogos que chega a custar R$ 2 mil, garantindo de três a cinco minutos muita luz, cor e barulho.

“Há fogos que sobem iluminados, caem como cascata, explodem e piscam. Dá para agradar todas as pessoas”, conta Washington. Ele explica que para não estragar a festa é preciso ter cuidado ao manusear os foguetes. Uma das bases excepcionais para soltar o foguete é o furo do tijolo furado, que encaixa, além das caixas que vêm com uma base.

A dona de casa Ana Maria Silva conta que costuma gastar em média R$ 50 para divertir a família com os fogos. “Nós procuramos fazer um pouco de barulho, mas sempre com responsabilidade. A minha família e eu vamos passar o réveillon em casa e resolvemos comprar fogos para animar todo mundo. As crianças adoram. Para não ficar muito caro, cada um ficou responsável por levar algum foguete”, disse.

Já o casal Francisca Bezerra e Dirceu Saraiva, que irá reunir a família em uma chácara em São José de Mipibu, está gastando em média R$ 200. “É uma vez no ano. Então é um investimento que vale à pena. Nós achamos muito arriscado ir para locais onde tem muita gente, por isso preferimos ficar em casa. É mais seguro e também pode ser muito divertido”, conta Francisca.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os fogos só devem vendidos para maiores de 18 anos. Nas embalagens estão todas as orientações e muitos já vêm com bases para evitar acidentes. Os bombeiros ressaltam que o importante é não lançar os foguetes em ambientes fechados, próximos a residências, hospitais e postos de combustíveis.

Outro ponto importante no momento de adquirir os fogos é observar se o local de venda não é clandestino. É necessário verificar se a loja é credenciada pelo Corpo de Bombeiros, já que os vendedores passam por um treinamento para que estejam em condições de orientar os usuários sobre as medidas de segurança. Dentre os principais acidentes causados pelos fogos estão as queimaduras, amputação dos dedos e das mãos, cegueira e trauma acústico provocado pelo barulho da explosão.

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