Estado deve imunizar 1 milhão de cabeças de gado contra aftosa

Primeira etapa da vacinação vai até o dia 31 de maio

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Carolina Souza

acw.souza@gmail.com

Começou nesta quinta-feira (1º) a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em todo o estado do Rio Grande do Norte. De acordo com o Instituto de Defesa de Inspeção Agropecuária do Estado do RN (Idiarn), a expectativa é que 1 milhão e 60 mil cabeças de gado, entre bovinos e bubalinos (búfalos) atualmente registrados no órgão, sejam vacinados até o dia 31 de maio.

Cada pecuarista deve apresentar ao Idiarn a nota fiscal da compra das vacinas e o certificado de vacinação até o dia 15 de junho. Os bois e búfalos de todas as idades devem ser imunizados. A declaração de vacinação também pode ser entregue aos escritórios do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) ou nas secretarias municipais de agricultura.

O Rio Grande do Norte é reconhecido oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) como área livre de febre aftosa com vacinação desde o ano passado. Com o reconhecimento e certificação oficial, o estado fica livre de restrições para receber e enviar animais a lugares do país que possuem o mesmo nível de segurança sanitária contra a doença.

“Nós já somos área livre de febre aftosa. Nosso apelo aos criadores é que eles comprem a vacina, declarem a vacinação e atualizem o rebanho existente no Estado, de modo que possamos manter o alto padrão genético do nosso gado, traduzindo essa qualidade com mais produção de leites e carnes. Acreditamos que o criador deve estar sempre protegendo seu rebanho, que pode ser caracterizado como patrimônio econômico e genético do RN”, destacou Maria Leonice de Freitas, diretora-geral do Idiarn.

A campanha idealizada pelo Ministério da Agricultura é fundamental para manter as zonas livres com vacinação e prevenir a reintrodução da doença no território nacional. Aqueles criadores do RN que não possuem vacinadores aptos a fazerem a prevenção do animal contra a febre aftosa podem solicitar apoio ao Instituto de Defesa de Inspeção Agropecuária.

“Temos um convênio com profissionais que estão prontos para ensinar como proceder com a vacinação. Com essa proteção, o rebanho fica livre da doença por um período de seis meses”, explicou Leonice de Freiras. A segunda etapa da campanha de vacinação no Rio Grande do Norte, de acordo com o calendário do Mapa, será realizada em novembro.

“Todos os criadores são obrigados a vacinar, declarar e atualizar as situações de perdas, aquisições e nascimentos de novos animais, de modo que o Idiarn possa controlar a quantidade de cabeças de gado existentes”, disse a diretora do Idiarn. “Em 2015 o Ministério de Agricultura deverá pleitear área livre sem vacinação no Rio Grande do Norte. Para que isso aconteça, precisamos cumprir com todas as etapas e garantir a qualidade do nosso rebanho”, afirmou.

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que atinge principalmente bovinos, bubalinos e suínos. A doença não atinge cavalos nem seres humanos. Os registros de casos da doença geram prejuízos econômicos ao país por dificultarem a exportação de carne e por provocarem perdas na eficiência produtiva. No RN, o último caso da doença foi registrado em 2000.

A doença pode ser fatal em animais jovens. Os animais afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito, com perda severa de produção de leite e carne. Desse modo, o principal efeito da doença é comercial. Devido ao seu alto poder de difusão, os países estabelecem barreiras comerciais às regiões onde ocorreu Aftosa, causando sérios prejuízos econômicos e sociais.

Certificação internacional de Zona Livre de Aftosa com Vacinação

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) entregará ao Estado do Rio Grande do Norte a certificação internacional de Zona Livre de Aftosa com Vacinação. A solenidade acontecerá durante a 82ª sessão geral da OIE em Paris, na França, no final do mês de maio. Na ocasião, será realizada a Assembleia Mundial de Delegados da OIE, que é composta por 179 países.

O pleito para a certificação internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal foi enviado em outubro no ano passado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após constatar as ações do Governo do Rio Grande do Norte e de outros estados do Nordeste junto à defesa agropecuária, cumprindo assim as demandas solicitadas pela OIE.

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