Rio Grande do Norte tem o maior acesso de banda larga fixa do Nordeste

A pesquisa vai ao encontro da tradição que os potiguares têm de se destacar na rede

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No dia em que a internet completa 45 anos, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulga que o Rio Grande do Norte é o estado nordestino com a maior densidade de acessos com banda larga fixa: de cada 100 domicílios, 22,5 estão conectados com o serviço que deveria ser alta performance. A pesquisa vai ao encontro da tradição que os potiguares têm de se destacar na rede.

Os exemplos de personalidades que despontaram no cenário nacional, utilizando ferramentas na internet são fartas em território potiguar. Uma delas foi a estudante de direito e hoje blogueira Thalita Moema. Ela já esteve ao lado do apresentador Luciano Huck em revista de circulação nacional como celebridade virtual influente. Em 2009, também foi considerada da rainha do Twitter e chegou a ter cerca de oito mil seguidores no ápice da popularidade. Moema chegou a produzir eventos chamados de “Twitencontros” que chegaram a ter mais de 800 pessoas e presenças de ex-BBB Sabrina Sato e do então senador Artur Virgílio (PSBD-AM). “Tinha muita gente famosa que me seguia e isso facilitava a comunicação”, disse. Além da interação social, a fama virtual rendeu outros resultados. “Com certeza traz coisas boas e coisas negativas, amizades que não tem dinheiro nenhum que pague, oportunidades de emprego, a possibilidade de frequentar lugares com mais facilidade”, enumerou. Ela se tornou blogueira exatamente depois do sucesso no microblog Twitter. Atualmente os acessos do Twitter diminuíram. O perfil de Thalita Moema foi invadido por hackers. Com seu novo perfil, até agora a blogueira conseguiu angariar cerca de quatro mil seguidores.

A instantaneidade é uma das maiores características da fama conquistada pelas redes sociais virtuais. Em pouco tempo novas plataformas surgem dando suporte para discussão de novas polêmicas sociais (como ocorreu com o estupro recentemente) e novos personagens também passam a chamar atenção.

Informação com responsabilidade

A internet também possibilitou que a cada pessoa com acesso à rede mundial pudesse ser também produtor de conteúdo. “A quantidade de informação lançada diariamente na web é absurda. Supera até mesmo a TV, que, antes, era tida como o veículo mais dinâmico do século 20″, observou Wagner Guerra, editor-geral do Portal JH.

Tal situação não ocorre com os meios de comunicação tradicionais. No entanto, para muitos especialistas da Comunicação Social e profissionais da área, os profissionais de mídia servem como curadores em um espaço que todo tipo de informações – verídica ou não – circula. “Informação é coisa séria e, portanto, deve ser produzida por profissionais com formação. Atualmente, está ocorrendo um boom de sites e blogs na web. De repente, todo mundo quer ser jornalista, sair difundindo histórias e estórias, sem responsabilidade e compromisso com a verdade. E isso não é ético, precisa ser combatido”, acredita Guerra.

No entanto, o editor do Portal JH não acredita que o papel social do jornalista agrida a liberdade de expressão dos demais cidadãos – tese defendida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando da derrubada da obrigatoriedade da formação superior para o exercício da profissão. “Vivemos numa democracia onde todos têm o direito de manifestar livremente suas ideias e opiniões. Viva a liberdade de expressão. No entanto, acredito ser preciso existir um controle sobre o que está sendo publicado. Por trás de uma informação, pode estar alguém interessado em manipular, difamar ou corromper algo ou alguém”.

MARCO CIVIL

O Marco Civil da Internet brasileira foi aprovado no mês passado na Câmara dos Deputados. Agora, o projeto segue para aprovação no Senador Federal. O Marco Civil é praticamente o registro de nascimento da Internet brasileira. Todas as regras fundamentais de uso dessa tecnologia serão definidas por este marco legal.

A principal polêmica gira em torno da neutralidade da rede. Uma vez definida a neutralidade as empresas provedoras de serviços na internet não poderão priorizar o acesso de um site pelos seus usuários em detrimento de outro. Também não poderão vender pacotes que restrinjam o tipo de sites que os usuários irão acessar como apenas redes sociais, ou apenas e-mails.

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