RN é 21º no ranking nacional do Disque 180 voltado à violência contra mulher

DF, PA e AP lideram no balanço anual de atendimentos registrados pelo serviço, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Estado do Rio Grande do Norte ocupa a 21ª posição na classificação nacional de acesso ao Disque 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). Em números absolutos houve 6.055 atendimentos no Rio Grande do Norte. Dentro do ranking nacional, a taxa de registro do estado foi de 373,90 por 100 mil mulheres em 2013, de acordo com o Balanço Anual da Central de Atendimento à Mulher – Disque 180, divulgado na última quinta-feira (24/4).

A cidade de Santo Antônio se destacou entre os municípios potiguares que procuraram o serviço. Com taxa de registro de 881,61 por 100 mil mulheres, Santo Antônio lidera a classificação estadual. Montanhas e Rafael Godeiro vêm logo em seguida, apresentando taxas de 817,11 e 719,42 , respectivamente.

A capital Natal ocupa o 12º lugar no ranking, com uma taxa de registro de 389,14.

Município

Quantidade de Registros

Total de mulheres

Taxa de Registro pela população feminina por grupo de 100000 mulheres

SANTO ANTONIO

98

11.116

881,61

MONTANHAS

47

5.752

817,11

RAFAEL GODEIRO

11

1.529

719,42

MARCELINO VIEIRA

29

4.201

690,31

PASSAGEM

9

1.444

623,27

ALTO DO RODRIGUES

32

6.143

520,92

NOVA CRUZ

91

18.007

505,36

ANGICOS

29

5.896

491,86

SAO JOSE DO CAMPESTRE

28

6.208

451,03

10º

SERRINHA DOS PINTOS

10

2.247

445,04

11º

GOIANINHA

49

11.271

434,74

12º

NATAL

1.657

425.807

389,14

13º

RIACHO DE SANTANA

8

2.084

383,88

14º

OURO BRANCO

9

2.345

383,80

15º

RIO DO FOGO

18

4.928

365,26

16º

PEDRO VELHO

25

6.957

359,35

17º

BOM JESUS

17

4.741

358,57

18º

SAO JOSE DE MIPIBU

71

19.951

355,87

19º

GUAMARE

22

6.201

354,78

20º

PORTALEGRE

13

3.724

349,09

21º

PARNAMIRIM

359

105.475

340,37

22º

SAO PEDRO

10

3.063

326,48

23º

TIBAU

6

1.840

326,09

24º

LAJES

17

5.222

325,55

25º

MARTINS

13

4.183

310,78

26º

SERRINHA

9

3.129

287,63

27º

NISIA FLORESTA

32

11.492

278,45

28º

ACU

75

27.087

276,89

29º

MOSSORO

360

134.192

268,27

30º

TABOLEIRO GRANDE

3

1.139

263,39

31º

PARANA

5

1.911

261,64

32º

ACARI

14

5.671

246,87

33º

SEVERIANO MELO

7

2.887

242,47

34º

FRUTUOSO GOMES

5

2.161

231,37

35º

MACAIBA

77

35.053

219,67

36º

MAXARANGUAPE

11

5.090

216,11

37º

TAIPU

12

5.724

209,64

38º

SAO TOME

10

5.411

184,81

39º

IPANGUACU

12

6.856

175,03

40º

SANTA CRUZ

31

18.310

169,31

41º

PARAZINHO

4

2.411

165,91

42º

CARNAUBAIS

8

4.875

164,10

43º

EXTREMOZ

20

12.358

161,84

44º

PORTO DO MANGUE

4

2.486

160,90

45º

CEARA-MIRIM

54

34.274

157,55

46º

LAGOA NOVA

11

7.063

155,74

47º

MACAU

22

14.774

148,91

48º

CAICO

48

32.356

148,35

49º

JANDUIS

4

2.697

148,31

50º

CRUZETA

6

4.061

147,75

51º

PEDRO AVELINO

5

3.471

144,05

52º

SAO BENTO DO NORTE

2

1.451

137,84

53º

SAO PAULO DO POTENGI

11

8.044

136,75

54º

PENDENCIAS

9

6.740

133,53

55º

LAGOA DE PEDRAS

4

3.426

116,75

56º

PAU DOS FERROS

16

14.233

112,41

57º

LUCRECIA

2

1.804

110,86

58º

JARDIM DE PIRANHAS

7

6.790

103,09

59º

SANTANA DO MATOS

7

6.938

100,89

60º

IPUEIRA

1

1.038

96,34

61º

SAO MIGUEL

11

11.586

94,94

62º

VERA CRUZ

5

5.373

93,06

63º

JOAO CAMARA

15

16.170

92,76

64º

CARAUBAS

9

10.011

89,90

65º

BREJINHO

5

5.779

86,52

66º

APODI

15

17.401

86,20

67º

TANGARA

6

7.016

85,52

68º

SAO GONCALO DO AMARANTE

36

44.492

80,91

69º

TOUROS

12

15.020

79,89

70º

PARELHAS

8

10.389

77,00

71º

MONTE ALEGRE

8

10.402

76,91

72º

AFONSO BEZERRA

4

5.415

73,87

73º

SAO MIGUEL DO GOSTOSO

3

4.183

71,72

74º

UMARIZAL

3

5.445

55,10

75º

TIBAU DO SUL

3

5.640

53,19

76º

CURRAIS NOVOS

9

22.287

40,38

77º

ITAJA

1

3.406

29,36

78º

RIACHUELO

1

3.507

28,51

79º

AREIA BRANCA

3

12.952

23,16

80º

LUIS GOMES

1

4.889

20,45

81º

CANGUARETAMA

2

15.439

12,95

 

Panorama nacional  

A população feminina do Distrito Federal (DF) liderou, em 2013, o ranking nacional de registros na Central de Atendimento à Mulher – Disque 180.

Segundo o levantamento, o DF alcançou taxa de registro de 1.171,02 por 100 mil mulheres. A vice-liderança foi ocupada pelas paraenses, com taxa de 809,44. A terceira posição ficou com o Amapá, com taxa de 742,78 acessos ao Disque 180.

Posição

UF

Quantidade de Registros

Total de mulheres

Taxa de Registro pela população feminina por grupo de 100.000 mulheres

DF

15.665

1.337.726

1.171,02

PA

30.458

3.762.833

809,44

AP

2.481

334.015

742,78

ES

13.082

1.783.002

733,71

MS

8.958

1.229.166

728,79

BA

49.265

7.141.064

689,88

SE

7.293

1.062.982

686,09

AL

10.863

1.608.975

675,15

RJ

55.087

8.366.663

658,41

10º

MA

19.326

3.310.823

583,72

11º

GO

15.910

3.022.503

526,38

12º

PI

8.080

1.590.219

508,11

13º

RS

25.831

5.489.827

470,52

14º

MG

46.150

9.954.614

463,60

15º

PR

24.428

5.311.098

459,94

16º

SP

95.832

21.180.394

452,46

17º

RO

3.382

767.277

440,78

18º

PE

19.809

4.566.135

433,82

19º

MT

6.364

1.485.097

428,52

20º

PB

7.722

1.942.339

397,56

21º

RN

6.055

1.619.402

373,90

22º

AC

1.339

364.929

366,92

23º

RR

731

221.884

329,45

24º

TO

2.110

681.002

309,84

25º

SC

8.254

3.148.595

262,15

26º

CE

10.401

4.329.989

240,21

27º

AM

2.463

1.729.609

142,40

 

Balanço 2013

A Central de Atendimento à Mulher – Disque 180 atingiu 532.711 registros no ano passado, totalizando quase 3,6 milhões de ligações desde que o serviço foi criado em 2005.

A violência física representa 54% dos casos relatados e a psicológica, 30%. No ano, houve 620 denúncias de cárcere privado e 340 de tráfico de pessoas. Foram registradas ainda 1.151 denúncias de violência sexual em 2013, o que corresponde à média de três ligações por dia sobre o tema.

O levantamento do serviço aponta que em 2013 subiu de 50% para 70% o percentual de municípios de origem das chamadas. Cresceu também — em 20% — a porcentagem de mulheres que denunciou a violência logo no primeiro episódio. Relatos de violência apontam que os autores das agressões são, em 81% dos casos, pessoas que têm ou tiveram vínculo afetivo com as vítimas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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